Um jovem jateiense acaba de voltar do Estados Unidos, onde participou de uma importante feira de conhecimento. José Vitor Ferreira Balasso esteve representando o Estado de MS pelo Instituto Federal de MS (IFMS), em Ohio, na Feira Internacional de Ciências e Engenharia (International Science and Engineering Fair – ISEF 2025), um dos maiores eventos do mundo no segmento.
José Vitor (na foto com a professora Grazieli) participou do evento em dupla com Tailaine Gomes Felix de Lima, de 18 anos, residente em Deodápolis. Ambos frequentam o curso de Técnico em Agropecuária no IFMS de Nova Andradina. Conforme o jateiense, a experiência foi muito boa porque agregou ainda mais saberes na jornada de conhecimentos. A dupla teve como orientadora a professora Grazieli Suszek de Lima, que acompanhou a dupla no Rio Grande do Sul e também nos Estados Unidos.

Para se qualificar para participar do evento internacional, José Vitor expôs seu projeto na Fecinova, em Nova Andradina, em 2023. A participação local garantiu uma credencial para a dupla ir à Mostratec. “Em outubro de 2024 fomos para a Mostratec e ganhamos em segundo lugar na nossa área de pesquisa e ganhamos a credencial para a ISEF 2025”, informou o estudante.
Acima, José Vitor com a brasileira Milene, que mora nos Estados Unidos e foi sua intérprete na feira. Abaixo, ele com a professora Grazielli, orientadora do projeto
A Mostra Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec) é uma feira anual de ciência e tecnologia realizada pela Fundação Liberato, em Novo Hamburgo-RS, que recebe projetos de pesquisa de jovens cientistas do Brasil e de outros países. A Mostratec é uma oportunidade para apresentar projetos em diversas áreas do conhecimento, desde a educação infantil até o ensino médio e técnico profissional.
A estudante Tailane, no entanto, não conseguiu viajar para a feira internacional, com José Vitor ficando o responsável pela participação e apresentação do projeto.
O projeto – O projeto apresentado pela dupla é sobre a identificação rápida de fungos entomopatogênicos ( fungos que podem parasitar insetos, matando-os ou incapacitando-os.) e são utilizados com controle biológico em pastagens e lavouras. “Mas a identificação desses fungos é lenta, levando de 30 a 40 dias. Então pegamos uma técnica que já é usado para outros fins, que é á espectroscopia infravermelha por transformada de fourier (FTIR), e aplicamos na identificação dos nossos fungos e deu certo”, comentou José Vitor sobre a pesquisa. “Conseguimos reduzir a identificação para apenas um dia, se tornando um grande avanço”, completa.
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FOTOS: ELIAS FERREIRA / LUPA NEWS