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Mato Grosso do Sul

Mercado imobiliário está ‘parado’ em Mato Grosso do Sul

4 Set 2014 - 11h18Por Diário MS

Uma conjuntura econômica desfavorável impõe um cenário de total estagnação do setor imobiliário em Mato Grosso do Sul, conforme apontado ao Diário MS por especialistas. Basicamente, as pessoas não estão comprando nem vendendo imóveis, e sim preferindo se resguardar diante de um cenário que apresenta custos de financiamento elevado e, portanto, pouco incentivo a movimentações. Ainda conforme especialistas, enquanto não houver uma retomada econômica nacional e mudança nas políticas de incentivo, o setor vai se manter ‘parado’.

“O que observamos é um esgotamento do modelo de financiamento que o governo federal adotou nos últimos anos, e que vem desde 2009. Os incentivos por meio do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e do ‘Minha Casa, Minha Vida’ não funcionam diante de uma conjuntura econômica desfavorável, onde o PIB [Produto Interno Bruto], por exemplo, está há dois trimestres em queda e mostra um desaquecimento da economia”, avaliou o economista Ricardo Senna, que é também professor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

Conforme Senna, o esgotamento do setor imobiliário, que ocorre não apenas no Estado, mas em todo o país, é reflexo dessa conjuntura econômica desaquecida que impõe uma dificuldade de obtenção de crédito. “Não é que as pessoas não querem, por exemplo, comprar imóveis, terrenos, e construir. É que elas simplesmente não têm dinheiro para isso. Mato Grosso do Sul segue a dinâmica nacional”.

Presidente da CVI-MS (Câmara de Valores Imobiliários de Mato Grosso do Sul), Ronaldo Ghedine Ribeiro tem opinião semelhante a do economista ouvido pelo Diário MS. “Lidamos diretamente com valores e índices que giram em torno de compra e venda de terrenos, e podemos dizer que o mercado é regular nesse momento no Estado. O que vinha jogando o setor lá em cima, que eram as construções de casas populares, por exemplo, está parado. O Minha Casa, Minha Vida, que também era um estímulo forte, também desaqueceu e impactou”.

Também ouvido pelo Diário MS, o delegado regional do Creci-MS (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul) em Dourados, Ajurycaba Cortez de Ucena, foi outro a ‘reclamar’. “Além de uma baixa significativa no preço dos imóveis, desde o fim da Copa do Mundo não estamos vendendo. É uma queda de até 15% na demanda, que de certo modo pode ser vista como prejuízo. Temos mais oferta do que procura no momento”.

Por fim, Senna disse acreditar que o setor ‘reascenda’, mas apontou que para isso é preciso algumas mudanças importantes. “É preciso reformular o modelo de financiamento atual para mudar o cenário, mas isso não é suficiente. A economia tem que reagir aumentando as oportunidades das pessoas terem uma renda maior, e isso só será possível por meio de uma verdadeira retomada do crescimento econômico”, finalizou o economista.

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