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INDENIZAÇÃO

Funcionários infectados com Covid-19 pedem indenização da JBS

A 1ª Vara do Trabalho de Dourados iniciará neste mês uma série de audiências relativas a três ações indenizatórias de danos morais movidas contra a indústria de alimentos JBS por 38 trabalhadores.

8 Out 2020 - 07h52Por Dourados News

A 1ª Vara do Trabalho de Dourados iniciará neste mês uma série de audiências relativas a três ações indenizatórias de danos morais movidas contra a indústria de alimentos JBS por 38 trabalhadores. 

Eles alegam terem sido contaminados pelo novo coronavírus (Covid-19) no ambiente de trabalho, nos meses de maio, junho e julho deste ano, quando o município tornou-se epicentro da doença em Mato Grosso do Sul. 

Um dos advogados que atua nesses casos, Eduardo Barbosa afirma que “o ambiente na empresa citada é propício à disseminação do vírus causador da Covid-19, em razão da elevada concentração de trabalhadores, em ambiente fechado, com baixa taxa de renovação de ar, baixas temperaturas, umidade, além de diversos postos que não observam o distanciamento mínimo, inexistindo fiscalização adequada, propiciando, assim, a contaminação do vírus”.

Celebrizado por atuar em casos de repercussão nacional, como os acidentes aéreos da TAM e da Chapecoense, ele tem escritório no Rio Grande do Sul e mantém parceria com escritórios locais Medeiros & Medeiros Advogados Associados e Júlio César Salton Filho. 

Procurada pelo Dourados News, a JBS informou via assessoria de imprensa que não comenta processos judiciais em andamento. 

Em maio deste ano, quando os casos de Covid-19 tiveram aumento exponencial em Dourados sobretudo na indústria de alimentos, o procurador do Trabalho Jeferson Pereira descartou requerer a interdição de unidade sob alegação de que a medida seria extrema. Ele disse, na ocasião, que a empresa tem feito o papel da prefeitura no fornecimento de equipamentos de proteção individual para profissionais de saúde no município.

“Hoje não há nada conclusivo de que a JBS está contaminando. Ela tem 420 empregados afastados sem prejuízo da remuneração, entre eles grupos de risco”, afirmou em entrevista coletiva concedida na sede do MPT (Ministério Público do Trabalho). “Intervenção é medida extrema. Temos que equacionar saúde, economia e sustento. O que temos hoje é no sentido de focar na sala de cortes do segundo turno, com afastamentos e testagens para isolamento e depois restruturação. É um contexto que envolve atividade essencial. Precisamos preservar postos de trabalho, aliado ao fato de que a empresa tem ajudado”, pontuou à ocasião.

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