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Ferrovia irá cortar pela metade custos com transporte de soja e milho no MS

15 Set 2021 - 09h37Por O Progresso / ANA PAULA AMARAL

A implantação de um ramal da Ferroeste na região de Dourados terá como principal benefício o barateamento no transporte da produção agrícola do Mato Grosso do Sul, especialmente a soja e milho. Segundo economista ouvido pelo O Progresso, a redução nos custos de logística de transporte dos grãos pode chegar a 50%. A estrada de ferro de 76 quilômetros ligará Dourados até o município de Maracaju, trecho importante para o escoamento de commodities. Através deste ramal, os produtos chegarão até Campo Grande por meio da retomada da linha já existente, e seguem até Corumbá e Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, chegando ao Oceano Pacífico. 

A inclusão de Dourados no plano de modernização das ferrovias do Governo Federal foi anunciada na semana passada. O investimento da Ferroeste neste empreendimento será de R$ 2,85 bilhões nos próximos anos. A implantação da linha férrea, pleiteada pelo município há um bom tempo, significa escoamento da produção mais rápido e barato, o que aumenta a competitividade dos produtos douradenses.

Segundo o economista Carlos Alberto Vitoratti, há ainda a possibilidade de implantação de um outro ramal, que está em estudos no Banco Mundial, para ligar Maracaju/Dourados a Cascavel e Porto de Santos. A rota já autorizada pelo governo federal, apesar de mais longa, torna os custos de logística de transporte dos grãos brasileiros, especialmente a soja e o milho, ainda mais baratos. A redução de custos de transportes, seja com a colocação dos produtos nos portos ou a operação destes, pode chegar à faixa dos 50% do que é atualmente praticado. “O transporte por ferrovia é mais lento, mas bem mais barato. Como no caso de soja e milho não há problemas quanto ao tempo, certamente será uma opção muito interessante”, explica o especialista.

Na opinião do economista, o único desafio será com relação à recuperação da linha férrea entre Ponta Porã e Campo Grande, que está deteriorada. “A ALL (América Latina Logística), que é a operadora desta linha, precisa estar disposta a bancar estes custos. Afinal, mesmo existindo o leito férreo, as estações de Ponta Porã, Itahum, Maracaju e Sidrolândia praticamente não existem mais”, explica. 

Mesmo assim, segundo ele, a proposta é viável e ajudaria em muito o escoamento das safras, já que não dependeriam do escoamento por Santos, mas sim, por portos do Oceano Pacífico. Neste trajeto, o custo de embarque de produtos para China, Coreia do Sul, Malásia, Japão e Cingapura ficam muito mais baratos.

Ferrovia
Na avaliação da Prefeitura Municipal de Dourados, a instalação de um terminal de logística e infraestrutura intermodal no município é fundamental para garantir mais competitividade às commodities produzidas em Mato Grosso do Sul. “Dourados é uma cidade referência para os municípios da região do sul do Estado. Este investimento terá impacto na vida de mais de 1 milhão de pessoas”, afirmou o secretário municipal de Governo, Henrique Sartori.

Previsto na Medida Provisória 1.065/2021, o programa Pro Trilhos vai impulsionar o surgimento de novas ferrovias, de forma mais célere e simplificada, a partir do instrumento da autorização. Fazem parte do ‘Setembro Ferroviário’ a autorização para construção de novas linhas férreas em regiões consideradas estratégicas no Brasil. Além do trecho Dourados/Maracaju, o programa também contempla investimentos nos Estados do Paraná, Maranhão, Espírito Santo e Pernambuco.

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