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ALTA DO DOLAR

Dólar dispara a R$ 4,50, e Bolsa volta a cair por coronavírus e briga Bolsonaro x Congresso

O dólar comercial sustenta a tendência de valorização nesta quinta-feira (dia 27).

27 Fev 2020 - 13h22Por Extra

dólar comercial sustenta a tendência de valorização nesta quinta-feira (dia 27). A moeda americana abriu a R$ 4,45 e, por volta de 11h45, operava com alta de 1,3%, a R$ 4,501, novo recorde de cotação intradiária desde o início do PLano Real. No ano, a divisa dos EUA acumula alta de 12,2% contra a moeda brasileira. Na Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa (índice de referência da B3) opera com queda de 2,01%, aos 103.594, após o tombo de 7% registrado na véspera.

O Banco Central (BC) tentou corrigir a distorção no câmbio por meio de mais um leilão de 20 mil contratos de swap cambial (oferta de dólar com compromisso de recompra no futuro), injetando US$ 1 bilhão no mercado. A medida, entretanto, não surtiu efeito desta vez.

Na leitura dos analistas de mercado, os investidores seguem avaliando a expansão global do novo coronavírus, que já teve o primeiro caso confirmado no Brasil. Os investidores também temem que a briga entre o presidente Jair Bolsonaro e o Congresso Nacional atrasem o andamento da agenda de reformas econômicas na Casa.

Na terça-feira, Bolsonaro compartilhou um vídeo nas redes sociais convocando a população para manifestações contra o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF).

— O Brasil não tinha como passar ileso às quedas na abertura dos mercados dessa quarta, uma vez que a Bolsa ficou dois dias fechada. Esse movimento acabou sendo potencializado tanto pela confirmação do primeiro caso de coronavírus no país quanto por ruídos políticos gerados pelo governo, que podem interferir no andamento de reformas — avalia Gilmar Lima, economista do banco Brasil

Para Lima, a deterioração da relação entre Palácio do Planalto e Congresso aumenta a percepção de risco do investidor:

— Essas pautas (as reformas) são fundamentais para o crescimento do país. Por serem medidas importantes e difíceis de serem debatidas e aprovadas, indícios que passem a ideia de atraso nessa agenda prejudica o Brasil — completou.

Diante do atual cenário, analistas já avaliam que o país pode crescer menos do que 2% em 2020.

No exterior, os mercados enfrentam mais um dia de tombos. Em Wall Street, o Dwn Jones perde 2,43%. S&P (mais amplo) e Nasdaq (tecnologia) operam com desvalorização de, respectivamente, 2,42% e 2,9%.

 

As Bolsas europeias mantém a trajetória de queda nesta sessão. O CAC (Paris) e o DAX (Frankfurt) operam com perdas de, respectivamente, 3,6% e 3,4%. O FTSE 100 (Londres) tem perdas de 3,17%. No início do pregão, os índices europeus caiam entre 1,5% e 2%

Na Ásia, o índice Nikkei, de Tóquio, fechou em queda de 2,13%. No caso japonês, as perdas foram intensificadas após o governo ter determinado que todas as escolas do país fiquem fechadas para conter a epidemia de Covid-19.

O temor de mercado é que sejam adotadas medidas mais restritivas ainda, como fechamento de estradas ou até mesmo portos e aeroportos.

Na China, entretanto, as Bolsas ensaiaram um movimento de recuperação. O CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, fechou com variação positiva de 0,29%. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,31%.

 

Recessão nos EUA

Janet Yellen, ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA), disse que, dependendo da extensão da epidemia do coronavírus, o impacto econômico pode ser significativo na Europa e lebar os Estados Unidos a uma recessão.

A economia global estava fraca, mas começando a se recuperar antes da chegada do novo coronavírus, acrescentou Yellen, ressaltando que o fechamento de fábricas devido à epidemia na China afetará as cadeias de suprimentos e causará uma queda nos gastos dos consumidores, pois as pessoas ficam em quarentena ou deixam de viajar.

Ratificando a leitura de que a economia americana, a mais forte do mundo, pode ser duramente impactada pelos desdobramentos do Covid-19, o presidente Donald Trump afirmou na noite desta quarta que o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do país pode ser afetado pela doença.

 

 

 

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