Menu
SADER_FULL
terça, 7 de abril de 2020
FARMÁCIA_CENTROFARMA_FULL
Busca
POLONIO IMÓVEIS
Meta fiscal fica mais distante

Contas do governo têm pior resultado para mês de agosto desde 1996

27 Set 2013 - 16h00Por Folha

Com a arrecadação de impostos crescendo abaixo do esperado e as despesas em alta contínua, os resultados das contas do governo federal continuam distantes das metas prometidas para o ano.

Segundo o Tesouro Nacional divulgou, a receita de agosto superou em exatos R$ 87 milhões  as despesas com pessoal, custeio administrativo, programas sociais e investimentos. O saldo mantém o desempenho do ano inferior ao de 2012, quando as contas só fecharam com truques de contabilidade.

Um mês depois da promessa oficial de maior rigor no controle das despesas, o superavit primário _isto é, sem considerar as pagamentos de juros da dívida_ foi bem inferior ao R$ 1,6 bilhão de um ano antes e o pior desde 1996.

O mês é normalmente favorável para as contas públicas, por concentrar o pagamento de dividendos de empresas estatais ao Tesouro. Essa fonte de recursos, no entanto, dá sinais de esgotamento. Entre lucros declinantes e menos folga no caixa, as estatais pagaram R$ 4,8 bilhões a seu controlador no mês passado, contra R$ 5,8 bilhões um ano antes.

A piora reduziu as possibilidades de atingir sem truques de contabilidade a meta de poupar neste ano R$ 73 bilhões para o abatimento da dívida pública _e, principalmente, para ajudar no combate à inflação.

O saldo dos primeiros oito meses do ano está em R$ 38,5 bilhões, bem abaixo dos R$ 53,6 bilhões do período corresponde de 2012.

O desempenho também torna mais difícil sustentar a tese recente do Banco Central segundo a qual a política fiscal caminha para a neutralidade, ou seja, para deixar de alimentar a inflação com gastos em alta.

A afirmação foi feita pelo Comitê de Política Monetária no início do mês; até então, o BC considerava _como praticamente todos os analistas de fora do governo_ que a escalada das despesas públicas elevava o consumo e dava combustível à elevação dos preços.

Também permanece sem amparo dos números a argumentação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que as despesas do Tesouro privilegiam investimentos, como obras e equipamentos capazes de ampliar a capacidade produtiva do país.

Enquanto as despesas do ano superam as de 2012 em 12,6%, os investimentos estão caindo 0,8%. Em agosto, foram 3,3 bilhões, abaixo dos 5,6 bilhões de julho.

Resta ao governo torcer por uma aceleração de suas receitas até o final do ano: até agosto, o crescimento foi de 8%, enquanto a meta fiscal pressupõe uma taxa de 12%. Uma esperança é a reabertura do  Refis, o programa de parcelamento de dívidas tributárias, aprovada recentemente pelo Congresso e ainda dependente da sanção presidencial.

Deixe seu Comentário

Leia Também

AÇÕES DEPUTADO BARBOSINHA
Barbosinha e deputados destinam R$ 20 milhões em emendas para saúde dos municípios
OPORTUNIDADE DE EMPREGO
Prefeitura abre concurso com 70 vagas e salário de até R$ 9 mil
AUXILIO DOENÇA
INSS antecipa pagamento de um salário mínimo de auxílio-doença
NOTIFICAÇÃO
Prefeitura notifica ACIFAS para que comerciantes de Fátima do Sul cumpram medidas sanitárias
AUXILIO EMERGENCIAL
Aplicativo para receber auxílio emergencial já está no ar. Veja como se cadastrar e receber R$ 600
AÇÕES DO GOVERNO DE MS
Após espera de 50 anos, famílias recebem títulos de propriedade imobiliária em Deodápolis
SITE AUXÍLIO EMERGENCIAL
Caixa disponibiliza site para cadastrar e tentar receber o auxílio emergencial quando disponivel
DECRETO
Restaurantes noturnos poderão atender presencialmente até 22h a partir desta terça
SOS EMPRESAS
Crédito para folha de pagamento já está disponível nos bancos
PRIORIDADE
Cestas alimentares aos indígenas de MS continuam sendo entregues pelo Governo do Estado