O Bolsa Família começa a ser pago nesta quarta-feira (18) para 178.775 famílias em todos os municípios de Mato Grosso do Sul. O programa movimenta mais de R$ 124,3 milhões no estado neste mês, com benefício médio de R$ 698,21 por família. Os depósitos seguem até o dia 31, conforme o final do NIS (Número de Identificação Social).
Entre os destaques em MS está o Benefício Primeira Infância, voltado para crianças de zero a seis anos. No estado, 107 mil crianças recebem o adicional de R$ 150, o que representa um investimento de R$ 14,8 milhões. O valor reforça a renda de famílias com crianças pequenas, uma das prioridades do programa.
Além disso, os benefícios complementares de R$ 50 atendem diferentes públicos. Em Mato Grosso do Sul, são 7,3 mil gestantes, 3,9 mil nutrizes e 161,6 mil crianças e adolescentes de 7 a 18 anos contemplados, somando mais de R$ 7,8 milhões em repasses extras.
O programa também alcança públicos em situação de maior vulnerabilidade no estado. Neste mês, são atendidas 2,1 mil famílias com pessoas em situação de rua, 22,2 mil famílias indígenas, 527 quilombolas, além de famílias com crianças em situação de trabalho infantil, pessoas resgatadas de condições análogas à escravidão e catadores de materiais recicláveis.
Campo Grande concentra o maior número de beneficiários, com 45,4 mil famílias atendidas. Na sequência aparecem Dourados (12.508), Corumbá (8.918), Ponta Porã (8.425) e Três Lagoas (6.914), mostrando a abrangência do programa nos principais municípios sul-mato-grossenses.
Já entre as cidades com maior valor médio de benefício, Paranhos lidera com R$ 805,96. Em seguida estão Ladário (R$ 748,85), Sete Quedas (R$ 738,95), Miranda (R$ 738,40) e Corumbá (R$ 734,78), indicando maior necessidade de complementação de renda nessas localidades.
Em nível nacional, o Bolsa Família atende 18,73 milhões de famílias em março, com investimento total de R$ 12,76 bilhões. O valor médio no país é de R$ 683,75, abaixo do registrado em Mato Grosso do Sul, o que reforça o peso do programa na renda das famílias sul-mato-grossenses.
No Brasil, a maioria dos responsáveis familiares continua sendo mulheres, que representam 84,14% dos beneficiários. O programa também mantém mecanismos como a Regra de Proteção, que permite a permanência temporária mesmo após aumento de renda, garantindo maior segurança financeira às famílias.
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