Pular para o conteúdo
sexta-feira, 6 de novembro de 2026Fátima do Sul 32°
Fátima News

ALTA DOS COMBUSTÍVEIS

Após reunião, Procon apura se distribuidoras superfaturam combustível em MS

Desde o fim de fevereiro, o valor da gasolina subiu mais de 5% na Capital e chega a R$ 7,85 no interior do Estado

Por Midiamax
(2 min de leitura)

Após reunião entre empresas distribuidoras e representante dos postos de combustível, o Procon-MS apura se as fornecedoras praticam sobrepreço na venda de combustível aos postos em Mato Grosso do Sul. Desde o fim de fevereiro, o valor da gasolina subiu mais de 5% na Capital e chega a R$ 7,85 no interior do Estado.

O encontro na tarde de quinta-feira (19) terminou sem resultados que pudessem brecar a alta astronômica de preços, mas com o entendimento de que não haverá desabastecimento no Estado. Participaram funcionários do Detran, representantes das empresas distribuidoras e Edson Lazarotto, presidente do Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de MS).

Ao fim da reunião, o superintendente do Procon-MS, Antonio José Angelo Motti, disse que as fiscalizações continuam e irão avaliar a atuação das distribuidoras. Ele afirma que, nos custos dessas empresas, há outros valores agregados. “Existe um custo econômico trazido pelas distribuidoras para nós, que a gente quer entender melhor para avaliar se eles estão fazendo sobrepreço no processo de distribuição”, afirmai.

Assim, Motti diz que se for comprovado o sobrepreço, ou se as empresas não conseguirem comprovar a regularidade da formação dos valores, a situação será averiguada pelo Procon e outros órgãos de controle. “Vamos atuar no processo de comunicação permanente para que a fiscalização tenha efeito prático para o consumidor”, conclui.

O presidente do Sinpetro avalia que uma queda de preços será difícil, enquanto o conflito no Irã não chegar ao fim. “Não teve [pedido de baixarem os preços] porque o mercado é livre e no período de guerra, é muito complicado fazer isso. Por exemplo, se a distribuidora não comprar o combustível porque está caro, nós estamos numa plena safra de soja. A gasolina e o diesel, são produtos essenciais para a população.”

Importação

O Sinpetro e as distribuidoras culpam a guerra no Oriente Médio pela alta da gasolina e diesel, já que o preço internacional do petróleo subiu muito desde o fim de fevereiro. No entanto, a Petrobras ainda não aumentou o preço da gasolina, apenas do diesel.

O presidente do sindicato dos postos de combustível alega que a estatal não fornece toda a quantidade de combustível demandada em Mato Grosso do Sul. Ou seja, as fornecedoras precisariam comprar de fora, a preços mais altos. “Elas não conseguem segurar o preço porque estão importando, a Petrobras não está atendendo toda a capacidade”, afirma Lazarotto.

O superintendente do Procon-MS confirma que as distribuidoras não recebem o combustível na quantidade que solicitam. “Há uma comprovação de que não há estoque. Se existe estoque, deve ser na refinaria, porque na distribuição eles mostraram uma defasagem enorme”, diz Antônio José Angelo Motti. Segundo ele, só metade do combustível é entregue. “São obrigados a importar.”

Compartilhe esta notícia

Mais em EconomiaVer mais