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Cidades

Professores deveriam ganhar, no mínimo, R$ 2.500 em MS, afirma federação da classe

29 Nov 2013 - 13h50Por Assessoria

Enquanto a educação não for prioridade, o Brasil não vai alcançar o seu desenvolvimento pleno como muitas nações que se tornaram potências econômicas mundiais. A opinião é do professor e advogado Ricardo Martinez Froes, presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino nos Estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso – Fitrae, que aponta “com pesar” que o salário médio dos professores, em MS, MT e na maioria dos Estados brasileiros, está em torno de 60% longe do mínimo ideal, que seriam R$ 2.500,00 e não R$ 1.600,00, pagos hoje.

Entre os graduados, professor é o profissional mais mal pago no País, afirma Froes, com base em pesquisas desenvolvidas por órgãos e entidades de classe. “Enquanto tivermos essa realidade no Brasil, o País não vai deslanchar como potência internacional. Já avançamos muito com nossa força econômica, mas haverá sempre uma barreira se não investirmos melhor na educação. E, para isso, os professores também precisam ser melhores remunerados de ponta a ponta nesta Nação”, afirmou o presidente do Fitrae MS/MT.

Em Mato Grosso do Sul o professor recebe em média R$ 1.600,00 (“valor não alcançado nem de longe  em outros Estados brasileiros, especialmente da região nordeste”), quando o ideal seria de R$ 2.500,00 mensais, explica Ricardo Froes que encontra respaldo também na presidência do Sintrae MS (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso do Sul). Eduardo Botelho, presidente dessa entidade, afirma que essa é uma das principais bandeiras do sindicato: trabalhar para que a sociedade dê o devido valor aos profissionais de educação, especialmente os professores.

“Realmente não há como evoluirmos socioeconomicamente como uma grande Nação, se não investirmos muito mais em educação”, afirmou Eduardo Botelho. Para ele, governo e sociedade precisam se conscientizar de que é preciso priorizar a educação no País e isso implica em vários fatores, inclusive em melhor remuneração dos profissionais em educação.

Uma recente pesquisa feita em São Paulo, pela RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) revelam essa problemática no campo da educação. De todas as profissões que exigem formação universitária, são os professores os que recebem os menores salários.

Quando consideradas apenas as ocupações com mais de 20 mil registros profissionais, o menor salário de nível superior é o dos professores de ensino fundamental – 53 mil pessoas que exerciam esse ofício em 2012 receberam, em média, R$ 2,2 mil mensais. É menos do que ganham os supervisores de telemarketing (R$ 2,6 mil), agentes penitenciários (R$ 3.3 mil) e ferramenteiros (R$ 3,4 mil).

O cenário é ainda pior quando se analisa quem ensina certas disciplinas específicas. Um professor de matemática aplicada no ensino superior, por exemplo, ganhava em média R$ 1,8 mil no ano passado por mês. Quem dava aulas na educação infantil com um diploma universitário recebia R$ 1,7 mil. E um professor de filosofia no ensino médio ganhava apenas R$ 1,5 mil mensais.

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