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Leia o artigo “Não há vida sem abelhas”, por Demerval Nogueira

30 Jan 2014 - 16h45

*Demerval Nogueira

O que seria das nossas vidas sem as abelhas? Segundo o físico teórico alemão                         Albert Einstein, que se radicou nos EUA e viveu no período de 14 de março de 1879 a 18 de abril de 1955 e faleceu aos 76 anos, vitimado por um aneurisma, ele dizia, “se as abelhas desaparecerem da face da terra, a humanidade terá apenas mais quatro anos de existência. Sem abelhas, não há polinização, não há reprodução da flora. Sem flora não há animais, e sem animais não haverá raça humana”. Tendo por base essa afirmação do físico alemão, falecido na década de 50, hoje nos deparamos com sérios e terríveis problemas. Passados quase seis décadas após as palavras de Einstein, hoje parece que tudo se encaminha de conformidade com a sua afirmação. O homem tem um poder de destruir a natureza com tanta facilidade que chega ser espantoso. Da forma que está sendo conduzido esse processo, é necessário que providências sejam tomadas, antes que seja tarde de mais.

A redução do uso de pesticidas tóxicos que causam o desaparecimento de abelhas em larga escala é um dos fatores que devem ser analisados com urgência pelos especialistas da área. Estudos sérios apontam claramente que a associação entre redução das populações de abelhas e o uso de agrotóxicos de forma indiscriminada é o fator soberano da destruição. O desaparecimento das abelhas traz como conseqüência a falta de alimentos, todos indispensáveis aos seres humanos, porque, sem alimentos, não haverá vida. Desta forma, há uma enorme necessidade de conscientizarmos a população para a importância destes insetos, responsáveis pela polinização e, reivindicarmos das autoridades constituídas do nosso país, providências sérias neste sentido.

Aproximadamente 70% dos alimentos que consumimos dependem da polinização das abelhas. Elas também polinizam as áreas verdes. Portanto, se elas se acabarem, podemos sucumbir por falta de oxigênio, outro elemento indispensável a todos os seres vivos. Mas, o que é ainda pior, esse problema não é somente vivenciado no Brasil, ele já é considerado mundial. Entre as alternativas para proteger as nossas valiosas abelhinhas, está à substituição de agrotóxicos e pesticidas pelo controle biológico, sem nos esquecermos também de aumentarmos as áreas verdes, proteger o meio ambiente com o cultivo de plantas de interesse das abelhas para que elas possam proliferar e exercer suas funções que são essenciais à humanidade.

Os primeiros relatos de desaparecimento de abelhas em larga escala surgiram em 1995, nos Estados Unidos. Entretanto, somente em 2007 o problema foi discutido, durante Congresso Mundial de Apicultura. Não faz muito tempo, o Departamento de Agricultura dos EUA divulgou a morte de 1/3 das abelhas no inverno de 2012/2013. O levantamento também aponta que, nos últimos seis anos, o número de colônias de abelhas caiu 35,5%. Estudos concluíram que as abelhas apresentam Colony Collapse Disorder (CCD), também conhecida como Síndrome do Desaparecimento de Abelhas. Esse malefício atinge o sistema nervoso desses insetos, com prejuízo da memória e senso de direção. De forma que, ao saírem em busca de néctar e pólen, as abelhas se perdem e não conseguem retornar para as colméias.

No Brasil, um país que é um celeiro em produção de grãos, e agora com a larga produção de cana-de-açúcar, começa a sentir esse impacto negativo. Os estados mais afetados até o momento, Piauí, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais e continua se alastrando país a fora. Aqui mesmo no MS, já podemos notar grande mortandade de abelhas e o esfacelamento de milhares de colméia. Até mesmo a abelha mamangaba, da espécie bombus, que exerce grande função no trabalho de polinização, principalmente o maracujá, já estão desaparecendo, vitimadas por agrotóxicos e pesticidas. Os produtores de maracujá já estão sentindo a dificuldade da polinização de suas lavouras. Muitos produtores, com áreas menores, já começam a efetuar a polinização com pincel ou outro material, mas, produção em larga escala se torna praticamente impossível utilizar esse processo.

*Radialista, Tecnólogo em Gestão de

 Recursos Humanos e Jornalista

           

 

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