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política na capital

Final da novela da cassação tem nove flutuando, 14 opositores e seis apoiando Bernal

21 Dez 2013 - 11h25Por Mídia Max

As sessões ordinárias na Câmara de Campo Grande terminaram nesta sexta-feira (20), mas o trabalho deve ser intenso nos bastidores nos próximos dias, quando chegará ao final da novela "cassação de Alcides Bernal (PP)", iniciada no começo do ano. Com desvantagem na Câmara, Bernal optou por partir para o confronto. Sem coalizão e com pouca experiência em administração, o prefeito acabou recebendo em troca uma Comissão Processante, que pode tirá-lo do cargo no dia 30 de dezembro, antes de completar um ano de mandato.

A abertura da Comissão Processante fez Bernal acordar e perceber que poderia sim perder o cargo. Ciente de que os tão citados 270 mil votos não poderiam corrigir erros administrativos, o prefeito resolveu investir na política, elegendo Pedro Chaves como secretário de Governo. Todavia, até o momento, Chaves pouco conseguiu fazer com relação  à demora de Bernal.

Mesmo na berlinda, o prefeito optou por derrubar a comissão via Justiça, mas não teve sucesso. Agora, faltando 10 dias para o julgamento, investe pesado para conseguir o voto de vereadores. No começo do ano, Bernal disse que não aceitaria dar cargos em troca de apoio político. Ele chegou a comprar uma briga com o PSDB para não dar secretarias, indicando quem bem entendia. A indicação gerou uma crise com o partido, que se retirou da base, reduzindo ainda mais a força dele na Câmara.

Hoje, o placar entre oposição e Bernal está 13 a 6, com dez vereadores indecisos que podem ser decisivos. Atualmente, Bernal tem o apoio de Alex do PT, Zeca do PT, Ayrton do PT, Gilmar da Cruz (PRB), Luiza Ribeiro (PPS) e Cazuza. Estes, não são nem metade dos votos já contados pela oposição, que no momento tem 13 votos seguros: Mário César (PMDB), Edil Albuquerque (PMDB), Carla Stephanini (PMDB), Vanderlei Cabeludo (PMDB), Ayrton Saraiva (DEM), Elizeu Dionizio (SDD), Chiquinho Telles (PSD), Coringa (PSD), Delei Pinheiro (PSD), Flávio César (PTdoB), Eduardo Romero (PTdoB), Otávio Trad (PTdoB) e Grazielle Machado (PR).

Flutuantes

O vereador Paulo Siufi (PMDB) também se compromete a votar a favor da oposição, mas a fidelidade ficou prejudicada com a mudança de discurso na véspera da indicação da prima, Lilian Maksoud, para o IMPCG. Mesmo com encontros com o prefeito e diálogo com Pedro Chaves, o vereador negou adesão, mas acabou sendo incluído no grupo dos chamados “flutuantes”, que não têm compromisso com nenhum dos lados.

O grupo dos flutuantes tem como integrantes os vereadores: Paulo Pedra (PDT), Chocolate (PP), Dr. Jamal (PR), Carlão (PSB), Juliana Zorzo (PSC), João Rocha (PSDB), Rose Modesto (PSDB), Alceu Bueno (PSL) e Edson Shimabukuro (PTB). Os nomes são os mesmos que figuravam como dúvida na abertura da Comissão Processante e que devem ser procurados nesta reta final da queda de braço entre Poder Executivo e Poder Legislativo.

Nesta luta, Bernal leva vantagem com relação à oposição, já que tem uma máquina com cargos vagos na mão. Esta carta na manga deve ser utilizada nos próximos dias, quando o prefeito pode dar secretarias em troca de votos. Há previsão de que o prefeito consiga saltar de seis para nove aliados, com a adesão de Pedra, que ganharia a Agência Municipal de Habitação, Shimabukuro, com a Agetran, e Carlão, que integraria o grupo com a promessa de uma secretaria de Assuntos Fundiários.

Só um

Com os nove, Bernal precisaria apenas de um para jogar no lixo, pelo menos por enquanto, as denúncias feitas pela Câmara. Ele teria como opção para fechar a conta os vereadores Alceu Bueno, Rose, João Rocha, Chocolate e Juliana Zorzo. Dos cinco, João Rocha foi o único contra a abertura da Comissão Processante, o que facilitaria a conversa, não fosse a ingratidão de Bernal. O vereador esperava reconhecimento pela fidelidade, mas não foi nem chamado para o posto de secretário de Governo, mesmo sendo indicado pela maioria dos integrantes da base.

Bernal ainda tem como opção a recuperação de Rose e Chocolate, que deixaram a base por insatisfação com as atitudes dele. Rose saiu por orientação do partido. Já Chocolate era amigo de Bernal e abandonou o grupo após briga pessoal, relatando várias “humilhações” sofridas depois que o amigo chegou ao cargo máximo na Capital.

Na luta para escapar da cassação, o prefeito pode encontrar facilidade na conquista dos vereadores Alceu Bueno e Dr. Jamal, que já chegaram a se oferecer para integrar a base, participando do chamado “G6”. Jamal tinha como impedimento o PR, que não tinha definido se influenciaria ou não nas decisões dos vereadores. Com liberdade no partido para fazer o que bem entende, Jamal não tem nenhum impedimento para seguir com Bernal.

O vereador Alceu Bueno também está na lista dos vereadores com o pé na base de sustentação. Ele sempre se mostrou propício a apoiar o prefeito, mas tinha como entrave o vereador Elizeu Dionizio, que nem cogitava a possibilidade. Agora, com a saída de Elizeu do PSL, Alceu Bueno está livre para agir sozinho.

Dos vereadores que ainda não se definiram, Juliana Zorzo é a que menos pode se intitular livre. Ela integra o PSC, que apoiará Delcídio do Amaral (PT) em 2014. Neste caso, o mais natural, seria o apoio dela a Bernal. Todavia, o partido só ocupa a vaga por conta da ajuda do governador André Puccinelli (PMDB), que deu a vaga a Juliana com a indicação de Herculano Borges para o posto de secretário de Juventude.

Votando a favor do prefeito, Juliana poderia perder o mandato imediatamente, já que é suplente. Apesar da situação difícil, visto que pode ficar sem mandato, Juliana tem como consolo a força do colega de partido, Pedro Chaves, que hoje é o homem forte de Bernal. Se perder o mandato, ela pode ganhar, por exemplo, a Secretaria da Juventude ou da Mulher, que estão sem comandantes.

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