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chuvas na região Norte

Cheia histórica na região Norte cancela Carnaval no AC e em RO

26 Fev 2014 - 10h10Por Folha

A cheia histórica na região Norte deixa cerca de 4.200 pessoas fora de casa no Acre e em Rondônia e já levou ao cancelamento do Carnaval nas capitais dos dois Estados.

Em Porto Velho, há desabastecimento de combustível e gás de cozinha, enquanto Rio Branco e demais cidades do Acre temem pelo desabastecimento de alimentos, já que a BR-364, única ligação terrestre com o país, está com trechos intransitáveis.

Na capital de Rondônia, onde o nível do rio Madeira bateu recorde em cem anos de medições e a prefeitura decretou estado de calamidade pública, oito postos não têm mais combustível.

O vigilante Zacarias Medina Bastos, que está abrigado com parentes desde a semana passada, quando sua casa foi inundada, teve dificuldade para comprar gás.

"Fui a outro bairro e só achei no terceiro posto. Na distribuidora está tudo alagado, e os caminhões não conseguem carregar", disse.

"Chegamos ao nosso limite. Gastamos perto de R$ 80 milhões desde que a enchente começou a desabrigar [em meados de janeiro]. Não temos como bancar tanta despesa", diz o prefeito de Porto Velho, Mauro Nazif (PSB).

  Odair Leal - 21.fev.14/Parceiros Folhapress  
Cheia histórica na região Norte cancela Carnaval no AC e em RO; imagem mostra alagamento em Porto Velho
Cheia histórica no Norte cancela Carnaval no AC e em RO; imagem mostra alagamento em Porto Velho

Ontem, o ministro Francisco Teixeira (Integração Nacional) anunciou a liberação de R$ 564,8 mil e de equipamentos para atender os desabrigados. Em Rondônia, há quatro cidades afetadas.

O ministro anunciou ainda uma obra para elevar o nível do trecho crítico da BR-364, que liga o Acre a Rondônia, para evitar o fechamento prolongado da estrada.

Nos últimos dias, carros pequenos pagam R$ 50 a guinchos para fazer a travessia, mas têm de esperar o fim da fila de caminhões que levam combustível e alimentos.

O tráfego de ônibus está suspenso na rodovia.

Há trechos em que a água chega a 80 cm sobre a pista, com forte correnteza.

Em Rio Branco, desde o início de fevereiro em situação de emergência, o nível do rio Acre estava ontem a 37 cm da cota de transbordamento.

Para evitar o desabastecimento de alimentos, a Força Aérea Brasileira enviou no sábado 18 toneladas de hortifrutigranjeiros à capital acriana, então "presas" em Porto Velho, única ligação do Acre com o resto do Brasil.

Em Rio Branco, um parque de exposições acomoda os desabrigados, como Genis Cristina de Moura, 67, que mora na região central e há 40 anos convive com cheias do inverno amazônico.

"Estive em casa na semana passada e a água ainda está no quintal, não dá para voltar agora", diz Genis.

No fim de semana, desembarcaram em Porto Velho homens da Força Nacional de Segurança, bombeiros e policiais para reforçar a atenção às vitimas e o controle de tráfego na rodovia federal.

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