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354 mil sul-mato-grossenses estão espalhados pelo país, revela pesquisa

18 Set 2014 - 13h15Por Campo Grande News

Que o solo sul-mato-grossense é acolhedor, quem saiu de seu Estado de origem e considera aqui como um lar já sabe. Mas será que existem muitos que têm o Mato Grosso do Sul no documento de identidade e vivem fora? Um levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgado hoje (18) revela que 354 mil sul-mato-grossenses estão espalhados pelo país.

Segundo a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), que contém dados demográficos e socioeconômicos do ano passado, 15,6% dos nascidos no Estado vivem fora. O Estado mais escolhido pelos sul-mato-grossenses é São Paulo, onde vivem 115 mil pessoas nascidas aqui.

A pesquisa revela que 2,263 milhões de pessoas nasceram em Mato Grosso do Sul. Desse total, 1,909 milhões vivem em solo sul-mato-grossense.

Mato Grosso, com 97 mil pessoas, Paraná, com 39 mil, Rondônia, com 23 mil e Minas Gerais, com 17 mil moradores completam a lista de Estados escolhidos por quem nasceu em Mato Grosso do Sul, mas preferiu sair do Estado.

Uma das milhares de pessas que deixou Mato Grosso do Sul e escolhou São Paulo como moradia é a bordadeira Eliane da Rosa, 42 anos. Criada em Sete Quedas, distante 471 quilômetros da Capital, ela se mudou para a Capital paulista há 16 anos, mas visita com frequência o Estado onde cresceu.

“Eu sinto falta da minha família, principalmente meus pais que ainda vivem em Sete Quedas. Mas para viver financeiramente eu me dei melhor em São Paulo”, conta Eliane.

A bordadeira, que hoje é mãe de dois filhos paulistas, admite que tem vontade de voltar a viver em Mato Grosso do Sul, mas que a profissão ainda a impede. “Aqui eu vivo sozinha com meus dois filhos, mas Mato Grosso do Sul não me atrai e não me dá tantas oportunidades como tive em São Paulo”, completa.

Outro que deixou o solo sul-mato-grossense para buscar novas oportunidades é o acadêmico de Medicina, Henrique José de Castro, de 23 anos. Ele nasceu em Três Lagoas e ao passar no vestibular para uma universidade do Rio de Janeiro, não pensou duas vezes e deixou Mato Grosso do Sul aos 20 anos.

Com os pais ainda vivendo em Campo Grande, Henrique vem com frequência ao Estado natal durante as férias e feriados prolongados. Para um jovem, comparar Campo Grande com Rio de Janeiro pode até parecer injusto, mas o estudante se arrisca.

“É complicado comparar em razão do tamanho da cidade, eu acho Campo Grande uma cidade muito boa, mas é carente de muita coisa. Para sair falta lugar, o lazer é complicado, não tem muitas opções de show por exemplo”, diz.

Apesar das limitações, há pontos positivos na Capital Morena. “O trânsito de Campo Grande é tranquilo e o custo de vida em comparação com o Rio é razoável, dá para viver bem sem gastar tanto”, completa o futuro médico que não descarta a possibilidade de voltar a viver em Mato Grosso do Sul daqui alguns anos.

Naturais - O levantamento mostra ainda a característica daqueles que vivem em Mato Grosso do Sul. Dos habitantes com mais de 10 anos, 510 mil nasceram no Estado e continuam vivendo aqui. Outros 666 mil que vivem em Mato Grosso do Sul não nasceram no Estado.

Outro dado apurado pela pesquisa diz respeito à cidade onde o habitante nasceu e onde mora hoje. De acordo com os números, 1,025 milhões moram no mesmo município que nasceram. Outros 1,176 milhões, a maioria, não nasceu no mesmo município que vivia no ano passado, quando o levantamento foi feito.

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