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Zeca e Alckmin darão reinício às 10h às obras da ponte SP-MS

14 Ago 2004 - 07h09
O governadores Zeca do PT e Geraldo Alckmin (PSDB) participam neste sábado, a partir das 10 horas (horário de Brasília), do ato que marca a retomada das obras da ponte sobre o rio Paraná na divisa entre as cidades de Paulicéia, no lado paulista, e Brasilândia, no lado sul-mato-grossense. A cerimônia será na estrada vicinal Deputado José Carvalho Sobrinho (SPV - 11), km 5, município de Paulicéia.

As obras de superestrutura são reivindicação dos prefeitos da Associação dos Municípios da Nova Alta Paulista (Amnap), que estiveram em Campo Grande, no mês de outubro do ano passado, pedindo apoio do governador Zeca do PT, que reforçou junto ao governo federal a necessidade de concluir a ponte, depois de vários encontros com o governador Geraldo Alckimin.

Em março deste ano os governadores Zeca e Alckimin discutiram a retomada da obra da ponte, que será a sexta sobre o rio Paraná ligando Mato Grosso do Sul e São Paulo. Cerca de 50% das obras já foram concluídos. O restante está orçado em R$ 50 milhões, sendo que R$ 23 milhões já estão empenhados no Orçamento Geral da União de 2002 e 2003. Outros R$ 27 milhões foram consignados no Orçamento de 2004, com apresentação de emenda regional pelas bancadas de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

A construção da superestrutura será executada pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp). A ponte faz parte de compromisso assumido em 1998 entre a CESP e a Amnap como obra compensatória para os municípios afetados pela formação do reservatório da Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta (Porto Primavera).

A ponte terá 1.705 metros de comprimento, com duas mãos de direção em pista única. A superestrutura será construída com um trecho estaiado, que permitirá a construção de um vão de navegação de 200 metros, e um trecho convencional com vãos de 45 metros, em vigas pré-moldadas. As obras de infra-estrutura e de meso-estrutura já foram executadas pela Cesp, com recursos próprios, entre julho de 2000 e novembro de 2001.

Mato Grosso do Sul já possui 14 ligações rodoviárias com os estados vizinhos de Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, Paraná e São Paulo, e duas conexões internacionais com o Paraguai e a Bolívia. Só sobre o rio Paraná existem sete pontes, ligando o Estado ao Paraná e a São Paulo. A última ponte interestadual foi inaugurada em outubro passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os governadores Zeca do PT e Aécio Neves (MG).

Segundo o governador Zeca, a ligação é estratégica para viabilização dos corredores de exportação, principalmente as rotas que ligam o Atlântico ao Pacífico. “São Paulo terá mais uma rota para escoamento de produtos ao Mercosul (Mercado Comum do Cone Sul)”, destaca o governador. Segundo Zeca, o Estado, pela sua localização, tem papel estratégico nessas conexões rodoviárias, importantes também para o sistema intermodal, que inclui os transportes ferroviário e hidroviário.

Zeca do PT disse que a participação da Cesp (Companhia Energética de São Paulo) é fundamental e lembrou que, em outubro de 2003, percebeu o empenho da empresa na reunião com mais de 30 prefeitos da Amnap, com a presença do assistente da Diretoria de Energia e Construção, Carlos Pimenta, e do assessor da Secretaria de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento de São Paulo, Sílvio Aleixo.

A ponte sobre o rio Paraná entre Paulicéia e Brasilândia foi iniciada pela Cesp e paralisada com menos de 50% das obras construídas. O presidente da Amnap, prefeito de Junqueirópolis, Hélio Furini (PSDB), foi o porta-voz da entidade nas reuniões com o governo de Mato Grosso do Sul. Ele reconhece que houve empenho do governador Zeca junto ao presidente Lula para liberar esses recursos já consignados, bem como na articulação junto aos deputados federais e senadores por Mato Grosso do Sul para a apresentação de emenda coletiva garantindo mais R$ 22 milhões. “O governo paulista se comprometeu em bancar a contrapartida de 20% e assim equacionamos o problema financeiro da obra”, comemorou.

O governador de Mato Grosso do Sul observa que a cada obra de integração física, desencadeia-se o processo de expansão econômica. “Percebemos que cada ligação que se inaugura com os estados vizinhos acelera o desenvolvimento da região beneficiada”, disse, lembrando do município de Naviraí, ligado em 2002 com o Estado do Paraná através da ponte de Porto Camargo. “Em Naviraí a área cultivada praticamente dobrou e não existem mais imóveis para alugar.”
 
Agência Popular

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