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Brasil

Wagner Cordeiro escreve sobre os Senadores de Mato Grosso do Sul

28 Fev 2011 - 14h15

OS SENADORES DE MATO GROSSO DO SUL I: PEDRO PEDROSSIAN, SALDANHA DERZI, MENDES CANALE, JOSÉ FRAGELLI E MARCELO MIRANDA

Wagner Cordeiro Chagas

Instituição política com mais de 180 anos de história no Brasil, o Senado Federal é a casa de leis mais importante do poder Legislativo nacional. Originário da civilização greco-romana, este funcionava como um conselho de anciãos (Areópago, na cidade-estado de Atenas e, Gerúsia, em Esparta). Portanto, foi em Roma, no período monárquico, que o conselho de pessoas notáveis recebeu a denominação de Senado (do latim, Senex, que significa velho, idoso).

É interessante notar que a tradição do Senado no País é seguir, no que diz respeito à faixa etária de seus membros, os meios semelhantes ao dos tempos romanos, isso fica visível quando nos embasamos na Constituição Federal vigente. De acordo o artigo 14, a idade mínima exigida para que um cidadão seja candidato a senador é de trinta e cinco anos, a mesma exigida para os cargos de presidente e vice-presidente da República.

Dessa forma, com base em pesquisas feitas no site do órgão e em jornais, descrever-se-á em três artigos, a trajetória dos representantes sul-mato-grossenses naquele poder. São eles: Pedro Pedrossian, Mendes Canale, Saldanha Derzi, José Fragelli, Marcelo Miranda, Wilson Martins, Levy Dias, Ramez Tebet, Lúdio Coelho, Juvêncio da Fonseca, Delcídio do Amaral, Antônio João Hugo Rodrigues, Valter Pereira, Marisa Serrano e Waldemir Moka.

Em conformidade com o escritor Hildebrando Campestrini, a lei que criou Mato Grosso do Sul (Lei Complementar nº 31, de 11 de outubro de 1977) determinou para o dia 15 de novembro de 1978, a realização das primeiras eleições para a escolha dos primeiros parlamentares à Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e Senado Federal. Naquele pleito, foi legitimado pelas urnas, como o primeiro senador eleito, o ex-governador de Mato Grosso uno, Pedro Pedrossian.

Pedro Pedrossian (ARENA): natural de Miranda-MS iniciou sua carreira profissional como engenheiro da Ferrovia Noroeste do Brasil (NOB) em 1955. No ano de 1965, foi lançado candidato ao governo de Mato Grosso, tendo como principal apoiador o senador Filinto Müller (PSD).

 Antônio Mendes Canale (ARENA): político natural da porção sul de Mato Grosso, tornou-se senador por esse Estado em 1974. Após a divisão, optou por representar Mato Grosso do Sul. Além de senador, Canale foi deputado estadual e exerceu o mandato de prefeito de Campo Grande por duas vezes.

Rachid Saldanha Derzi (ARENA): ex-prefeito de Ponta Porã, foi escolhido de forma indireta, ou seja, sem votação popular. Em 1978, o governo do general presidente Ernesto Geisel aprovou o Pacote de Abril, um conjunto de medidas adotadas com vistas a fortalecer a ditadura, que incluía a criação do senador biônico, isto é, um parlamentar escolhido por um colegiado ligado ao chefe da nação. Assim, Saldanha Derzi representou Mato Grosso do Sul como um senador escolhido pelo governo central. Pedrossian, Canale e Derzi foram os três estreantes do jovem Estado no Senado Federal.

José Manuel Fontanillas Fragelli(ARENA/PDS/PMDB): suplente de Pedrossian, assumiu a vaga desse em novembro de 1980, em decorrência da renúncia do mesmo para assumir o governo estadual. Advogado por formação, Fragelli atuou como um dos fundadores do jornal Correio do Estado. Exerceu os cargos de deputado estadual e federal, e foi governador (eleito de forma indireta) de Mato Grosso entre 1970 e 1975. Como senador, exerceu o importante papel de presidente do Congresso Nacional, de 1985 a 1987, chegando a ser presidente da República interino no mês de setembro de 1986, em substituição ao presidente José Sarney. Encerrou seu mandato em 31 de janeiro de 1987. Faleceu em 2010.

Marcelo Miranda Soares(PMDB): elegeu-se ao cargo em 1982. Ex-prefeito de Campo Grande tornou-se a partir de julho de 1979, o segundo governador nomeado de Mato Grosso do Sul, após a exoneração de Harry Amorim Costa, e governou até novembro de 1980. Retornou, por via direta, ao posto em 1987, e renunciou à cadeira de senador. Marcelo administrou o Estado até 1991. Atualmente é o chefe do DNIT-MS (Departamento Nacional de Infra-estrutura de Trânsito).

Antônio Mendes Canale (PMDB/PSDB): retornou ao cargo em 1987, em virtude de ser suplente de Marcelo Miranda. Participou da Assembleia Nacional Constituinte, responsável pela criação da atual Constituição Federal e legislou até fevereiro de 1991. Faleceu em junho de 2006.

Na próxima semana descreveremos a trajetória dos senadores: Wilson Martins, Saldanha Derzi (em seu segundo mandato), Levy Dias, Ramez Tebet, Lúdio Coelho e Juvêncio da Fonseca.

Professor de História em Fátima do Sul-MS, licenciado pela UFGD, e fatimassulense da gema. E-mail: wc-chagas@hotmail.com

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