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Brasil

Volks e sindicato fecham acordo para demissão de 3,6 mil

11 Set 2006 - 17h46

Após horas de negociações que atravessaram o fim de semana, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC obteve da Volkswagen do Brasil uma proposta de acordo que levará a votação na quinta-feira. A montadora oferece um plano de demissão voluntária (PDV) para alcançar o corte de 3,6 mil postos e alterações na fábrica de São Bernardo.

"O acordo será avaliado até quinta-feira, ponto a ponto", disse uma porta-voz do sindicato. Segundo ela, a proposta foi o "melhor que os representantes da categoria conseguiram tirar da mesa de negociação", mas a direção do sindicato não recomenda a sua aprovação ou desaprovação.

A assessoria de imprensa da Wolkswagen disse que a montadora não se manifesta sobre as negociações com o sindicato, por considerar o processo em aberto. A Volks só comentará o assunto após a votação da proposta na quinta-feira.

Caso os termos negociados sejam aprovados, a Volks garante a vinda de dois novos modelos para a fábrica Anchieta, em 2008 e 2009. Para isso, a linha de montagem do Polo e do Fox será modificada e a fabricação do Fox Europa encerrada em julho de 2007.

O PDV prevê a eliminação de até 1,5 mil vagas, entre 25 de setembro e 21 de novembro. Para os que aderirem nessa primeira etapa, a Volks pagará 1,4 salário por ano trabalhado na empresa. A bonificação cai para um salário por ano de casa para quem aderir até 31 de janeiro, e para 0,6 salário, para adesões até fevereiro do ano que vem.

Os 499 trabalhadores que estão no Centro de Formação e Estudo, uma unidade de recapacitação para o mercado, poderão aderir ao programa, com bonificações menores. Mas os que não aderirem voltam para a produção, conforme os termos negociados.

Na última segunda-feira, os funcionários da Volks em São Bernardo do Campo decidiram voltar ao trabalho, após a companhia anular as 1,8 mil cartas de demissão entregues no dia 29 de agosto. Agora, se o acordo for selado, as cartas serão canceladas, segundo o sindicato.

A montadora pretende realizar um corte de 3,6 mil postos na fábrica Anchieta ao longo dos próximos dois anos, além de reduzir benefícios. Para a montadora, esta é a última semana para fechar o acordo.

Caso não consiga um entendimento com os metalúrgicos, a Volks ameaça até com o fechamento da unidade de São Bernardo.

"Sem o acordo, o futuro da Anchieta estará em risco", afirmou em nota distribuída há uma semana o gerente-executivo de Relações Trabalhistas Corporativo da Volkswagen do Brasil, Nilton Junior.

A fábrica Anchieta, em São Bernardo, é a primeira unidade da Volks no país e tem 12 mil empregados, sendo 8 mil na produção.

Na mesma semana em que os metalúrgicos entraram em greve em São Bernardo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que a "Volks está dispensando trabalhadores porque teve um projeto que não deu certo".

Sem outras explicações, Lula também afirmou que a Fiat, além de anunciar dois carros, "me dá alegria de dizer que está contratando funcionários numa demostração de que o problema não é da indústria automobilística, é da Volks".

 

Invertia

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