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Brasil

Vale estuda encabeçar pólo mínero-siderúrgico de Corumbá

5 Ago 2004 - 15h54
A Companhia Vale do Rio Doce, uma das maiores empresas de mineração do mundo, admitiu se empenhar na elaboração de uma proposta ao governo do Estado de Mato Grosso do Sul para liderar o projeto de implantação do pólo minero-siderúrgico em Corumbá. O anúncio foi feito pelo diretor-presidente da CVRD, Roger Agnelli, durante reunião-almoço com o governador Zeca do PT, nesta quinta-feira, na sede da empresa, no centro do Rio de Janeiro.

“Concretamente combinamos que no mais tardar até o final do mês de agosto a Vale do Rio Doce vai nos apresentar uma proposta oficial, uma manifestação de interesse de liderar o processo e quais condições que se pode viabilizar o pólo siderúrgico de Corumbá, ou seja, com relação aos preços da energia e do gás”, disse o governador Zeca do PT, que participou da reunião acompanhado pelo senador Delcídio do Amaral. “A partir daí o governo do Estado e a bancada federal vão se articular junto ao governo federal para reivindicar o que for necessário para tornar o projeto uma realidade para o bem de Mato Grosso do Sul”, ressaltou.

Durante a reunião na Vale do Rio Doce, o governador Zeca do PT voltou a destacar que o macroprojeto dos pólos minero-siderúrgico e gásquímico vai mudar o perfil econômico de Mato Grosso do Sul. Zeca disse que a iniciativa significa diversificar a economia do Estado, hoje polarizada no boi e na soja. “Esses projetos apontam para um novo modelo de desenvolvimento, sustentando o crescimento com a industrialização dos minerais de ferro e manganês e o melhor aproveitamento do gás boliviano”.

O governador avaliou que o preço diferenciado do gás para Mato Grosso do Sul (US$ 1,5 por milhão de BTUs) será um grande estímulo para viabilização dos macroprojetos dos pólos mínero-siderúrgico e gasquímico (binacional Brasil-Bolívia). Outro fator positivo, segundo ele, é a logística de transporte a partir dos corredores bioceânicos que vão diminuir a distância de Mato Grosso do Sul em relação ao mercado asiático em pelo menos 7 mil quilômetros. “Nós já temos uma logística rodo-hidro-ferroviária, o gás boliviano com preço competitivo e a termelétrica já em obra em Corumbá. Objetivamente tudo isso nos permite todas as condições para implantar esses projetos de desenvolvimento em Mato Grosso do Sul”, enfatizou o governador.

A implantação do pólo gasquímico Brasil-Bolívia, em Corumbá, está sendo encabeçado pela Petrobrás. O investimento previsto é de US$ 1,3 bilhão. A expectativa é de que seja ativado em 2010, gerando empregos cujos salários somados, em 15 anos, chegarão a US$ 1,5 bilhão (empregos diretos). No mesmo período serão gerados dois mil empregos indiretos, o equivalente a US$ 3 bilhões. Na fase de instalação do pólo vão ser gerados entre cinco mil e seis mil empregos diretos, com a renda conjunta dos trabalhadores atingindo US$ 220 milhões.

Atuação no Estado - A Vale do Rio Doce já mantém em Corumbá a Urucum Mineração, considerada a terceira maior empresa de mineração da região Centro-Oeste. Sua capacidade de produção mensal em 2003 foi de 40 mil toneladas de manganês, 90 mil toneladas de ferro e 1,8 mil toneladas de ligas. De acordo a estimativa da CVRD, em Mato Grosso do Sul há reservas de minério de ferro para os próximos 30 anos e de minério de manganês para os próximos 80 anos.

Atualmente, a Urucum Mineração gera 250 empregos diretos e 294 indiretos em Corumbá. “A origem dos empregados da Urucum é basicamente sul-mato-grossense. São 84,12%”, disse o presidente da CVRD, Roger Agnelli. Desse total, a empresa destaca que 74% são corumbaenses.

Além do governador Zeca do PT e do senador Delcídio do Amaral, a reunião contou com a participação do diretor-presidente da Companhia Vale do Rio Doce, Roger Agnelli; do diretor-executivo de Finanças e do diretor-executivo de Não-Ferrosos da CVRD, Fábio Barbosa e Antônio Miguel, respectivamente.
 
Agência Popular

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