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Brasil

Uso excessivo de antisséptico pode prejudicar saúde da boca

2 Jun 2010 - 17h15Por Dourados News
Relacionados a hálito fresco e beijos ardentes na publicidade, os antissépticos bucais podem trazer problemas à saúde da boca se utilizados em excesso.

A conclusão é de um estudo da Pro Teste (entidade de defesa do consumidor), que avaliou quatro dos enxaguantes bucais mais vendidos no Brasil: Sensodyne, Oral B, Sanifill e Colgate Plax. Os quatro dizem, no rótulo, que não contêm álcool. Foi testada em laboratório a eficácia dos produtos no combate a fungos e a bactérias. Quatro grupos de voluntários usaram uma das marcas durante um mês, com a supervisão de um dentista.

Segundo a publicação do teste, não é preciso usar enxaguante após cada refeição e o exagero pode provocar irritações na boca (no caso dos produtos com álcool), manchas nos dentes e perda temporária de gustação (se tiverem gluconato de clorexidina, que causa manchamento da película salivar com o tempo, por características próprias da substância).

Os antissépticos de fato reduzem a placa bacteriana e a gengivite, mas os voluntários se queixaram sobre a ardência provocada pelo Sanifill que os impediu até de bochechar pelo tempo recomendado (um minuto). Já com o Sensodyne, a reclamação foi que o produto deixava um sabor amargo na boca. Nos testes in vitro, Oral B e Sanifill foram os melhores na eliminação de bactérias.

O teste também encontrou problemas em relação à concentração de etanol no Sanifill que, apesar de se dizer livre de álcool, contém 0,9% da substância. Quanto ao pH, todos os produtos apresentaram um compatível ao da boca menos o Sanifill, que é mais ácido. Isso ajuda a explicar a ardência descrita pelos voluntários durante o uso.

Todos os antissépticos têm uma quantidade de flúor dentro do aceitável. O Colgate Plax é o único sem corantes, o que é o ideal, segundo a Pro Teste. Já o Sanifill contém corante não alimentar, o que não é recomendável.

No geral, o produto mais bem avaliado foi o da Oral B, seguido por Colgate Plax. Os piores foram o Sensodyne e o Sanifill.

O professor Giuseppe Romito, professor da Faculdade de Odontologia da USP e presidente da Sobrape (Sociedade Brasileira de Periodontologia) não concorda com as conclusões clínicas do teste. "Não foram fornecidos dados suficientes para verificar se a pesquisa segue padrões internacionais para avaliar tais produtos. Os testes in vitro também não trazem nenhuma informação nova."

A Pro Teste afirma que o laboratório responsável pela pesquisa obedece às normas internacionais.

Para Romito, todo mundo que consegue bochechar sem engolir pode usar enxaguantes bucais. Só crianças menores de 7 anos não têm essa capacidade, segundo o professor.

Ele afirma que só antissépticos com digluconato de clorexidina (substância com ação bactericida e bacteriostática) têm restrição de uso. Esse tipo de produto só deve ser usado depois de cirurgias na boca e por tempo determinado. Os demais enxaguantes podem ser usados de duas a três vezes ao dia, sem efeitos colaterais, a não ser que sejam ingeridos.

Segundo o professor, as medidas mais eficazes para manter a saúde bucal são o uso de fio dental e a escovação. "Os enxaguatórios bucais ajudam a manter o estado de saúde, mas não substituem uma boa higiene realizada com os meios mecânicos. Não adianta passar perfume sem tomar banho. O que limpa é o banho, o perfume é apenas um complemento", diz.

Já professora de bioquímica da Faculdade de Odontologia de Piracicaba, Livia Tenuta, diz que os antissépticos não devem ser usados livremente. "Um profissional vai indicar de acordo com o problema que o paciente apresenta."

Para tratar mau hálito, por exemplo, os enxaguantes não são eficazes. "Vai refrescar, mas não vai resolver a causa."

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