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Uso do asfalto-borracha deve buscar a durabilidade e não reduzir a espessura, diz especi

6 Abr 2011 - 15h22Por Agência Brasil

A tecnologia do asfalto-borracha, que o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (DER-RJ) está aplicando em um projeto piloto na RJ-122, é uma novidade parcial, porque a mistura de asfalto com pó de pneu moído já é feita e comercializada há cerca de oito anos por várias empresas no Brasil.

A informação foi dada ontem (5) à Agência Brasil pela coordenadora de Misturas Asfálticas do Laboratório de Geotecnia da Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Laura Motta.

A diferença é que a tecnologia adotada pelo DER processa a mistura na hora da própria aplicação do produto na pista, enquanto as outras misturas são feitas previamente.

”Há mais de 8 mil quilômetros aplicados no Brasil, utilizando a mistura prévia”, disse Laura.

De acordo com a especialista da Coppe, o asfalto-borracha é uma tecnologia boa, já usada com sucesso em outros países.

O consumo de pneus inservíveis para a obtenção do pó de borracha é uma das vantagens, porque “vai melhorar o meio ambiente e também o asfalto”.

Laura questionou, entretanto, a redução da espessura do asfalto para compensar o custo da adição de pó de pneu à mistura.

O DER estima que o custo do asfalto-borracha é até 40% mais baixo porque as dimensões do pavimento asfáltico são menores.

“No meu ponto de vista, isso não é correto.

A gente tem que lutar para fazer pavimentos duráveis e não ficar diminuindo a espessura para ter o mesmo tempo de vida curto que outros (asfaltos) têm.

Tecnicamente, o que a gente tem que buscar é maior durabilidade e não diminuir a espessura”, afirmou Laura.

Ela disse que, eventualmente, se pode reduzir a espessura do asfalto, mas “não em qualquer situação cair à metade. Isso não tem justificativa técnica”.

Segundo Laura, a compensação de valor não pode ser feita diminuindo a espessura do asfalto.

De acordo com ela, o emprego do asfalto-borracha é justificável, “mas não em todas as obras”.

Dependendo das condições, ele pode aumentar a vida útil do pavimento, mas também há casos de insucesso, alertou ela.

A Coppe já fez pesquisas para uso de garrafas PET em misturas de asfalto. Laura considero o resultado como “promissor”.

Outros resíduos industriais podem ser usados para melhorar e baratear o pavimento, não só na capa de asfalto, mas também na base.

Entre eles, ela citou entulhos de obras (resíduos de construção e de demolição), cinzas de carvão e de queima de lixo e escória de aciaria. Também podem ser adicionados ao asfalto com vantagens as argilas e solos especiais 

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