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Brasil

Usina causa surto da mosca do estábulo em rebanho de MS

11 Nov 2009 - 16h58Por Campo Grande News
Além da geração de empregos e desenvolvimento econômico, a chegada das usinas de cana-de-açúcar trouxe uma nova preocupação para os pecuaristas de Mato Grosso do Sul. O empreendimento causou, neste semestre, o surto da mosca do estábulo no rebanho bovino dos municípios da região sul, principalmente, de Angélica.

Segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, João Batista Catto, a praga vem sendo considerada mais agressiva do que a mosca do chifre. Além de ser resistente aos inseticidas existentes, o inseto causa mais estresse nos bovinos, porque tem a picada mais dolorida.

Além de sugar o sangue, a mosca causa o agrupamento do rebanho bovino. O boi acaba ficando sem pastar, apesar da abundância de pastagem, e perdendo peso. O deputado estadual Ary Rigo (PSDB) contou que em Dourados, na sua fazenda, o gado tem perdido meio quilo por dia em função do ataque da mosca do estábulo nas patas e nos ventres dos animais.

Proliferação – Segundo Catto, a mosca do estábulo é natural em regiões tropicais e subtropicais. O ataque é comum em animais confinados, como eqüinos, suínos e gado leiteiro.

Com o recorde de chuvas registrado no Estado desde julho deste ano, aliado a transformação da palha da cana em composição química e do vinhoto, o inseto se proliferou num raio de 11 quilômetros no entorno das usinas de açúcar e álcool. O surto foi constatado em Angélica, mas já existem notícias do ataque em Dourados e Maracaju.

Segundo a Embrapa, é a primeira vez que está sendo registrado o ataque da mosca do estábulo no gado de corte e na criação extensiva. Apesar da Embrapa não confirmar, produtores já relatam que bois e vacas estão morrendo em decorrência do ataque do inseto.

Ajuda – Na manhã de hoje, pesquisadores da Embrapa Gado de Corte, representantes da Iagro (Agência de Defesa de Sanidade Animal) e produtores rurais realizaram a primeira reunião para discutir meios de se combater à mosca do estábulo.

Na Assembléia, o presidente da Comissão de Agricultura e Pecuária, Márcio Fernandes (PTdoB) anunciou que encaminhou pedido de providências ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

“A alternativa é minimizar a multiplicação. As usinas devem adotar medidas profiláticas e evitar o despejo do vinhoto de uma só vez, o que tem provocado a formação de pequenos lagos onde a mosca se prolifera", explicou o deputado.

Homem – O consultor do Senar/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), Matheus Silva Vieira, alertou para a adoção de medidas urgentes para combater a mosca. Ele explicou que, como o inseto é hematófago, ele poderá transmitir doenças dos animais, no caso a brucelose, para os seres humanos.

No momento, ele considera a situação sob controle, já que a mosca poderá transmitir doenças entre os animais, como eqüinos, bovinos e suínos. De acordo com Vieira, a solução é dar o tratamento adequado aos resíduos líquidos das usinas de álcool. “Se não for dado tratamento correto aos resíduos, pode se tornar questão de saúde pública”, alertou o médico veterinário que vem acompanhando o surto no Estado.

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