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Um dia você é a caça. Noutro o caçador! de Mallú Mendonça

26 Nov 2004 - 13h47

Um dia você é a caça. Noutro o caçador!

 

 

 *Mallú Mendonça

 

A vida é, definitivamente, hilária! Todos os adultos criticam os jovens sobre as sua maneiras (errôneas) de se relacionar, mas preste atenção: você ainda é igual a eles, a não ser na idade que progrediu.

Você certamente já passou, está passando ou passará por isso: quando estava solteiro, não tinha ninguém. Quando tinha alguém, aqueles com quem antes havia fletardo davam-lhe muitas atenções – ligavam, correspondiam por bilhetes, cartinhas ou por e-mail. Agora que você está, novamente, só, os que recusou ainda ligam. Procuram-lhe. Mas, o fato é: aqueles que você queria (e tanto quer), simplesmente te desprezam.

Na verdade, no jogo da sedução, o que grande parte de homens e mulheres tanto querem é sentir ou desejar lutar por uma conquista – uma pessoa. Quando o jogo está ganho, ou melhor, quando você sente que aquela por quem tanto lutou (“correu atrás” e “se jogou”) e que, finalmente, vai “usufruir” porque ela caiu na rede, o inconsciente passa a despertar uma segunda intenção: a do desprezo.

Acometida por um desânimo desnorteante, sua vida é tomada de conta por uma desmotivação – palavra que nem existe no dicionário – mas que faz-se presente em todos nós, por situações diversas, em nosso dia-a-dia.

É uma bela corrida – que não se aplica a todas as pessoas, mas elas em sua maioria - onde o gato caça ao rato e quando finalmente um pega ao outro, a graça se finda! O que fazer? Soltá-lo... Na prática, isso corresponde a conquistar uma pessoa -    simplesmente com o nosso charme pessoal, ou não – e quando ela está “derretidinha” por nós,  joga-la ao vento” como se nada tivesse acontecido!

Somos egoístas. “Ferramos”. “Somos ferrados”. Não há o tal anjo cupido, porque se existisse, a fila de reclamações, certamente, estaria pra lá de mensurável aos nossos olhos.

Queremos que (os outros) gostem de nós. Mas, mesmo gostando, fazemo-nos de difíceis, de indomesticáveis! Somos iguaizinhos a nossa conquista – que está do lado de lá.

Tolos? Talvez, não. Perde-se apenas muito tempo. Quando, na realidade, o que se queria era estar lá, com quem se gosta, há muito tempo. Todos querem seguir seus próprios passos. Entretanto, vivenciam-se os preceitos da sociedade, seguindo os mesmos moldes de nossos pais e avós.

Mulheres, neste caso, parecem ser mais sensatas. Honestas. Mesmo que haja todo um charme em ser enigmática, nas entrelinhas, mais adiante, a opinião delas traduzem-se em verdades, talvez por serem mais emotivas – muitas das vezes situações ignoradas por mera displicência de homens, que quase nunca entendem este lado da mulher.

Nada de errado em ser caça ou caçador. Não há de se desmerecer quaisquer formas de atuação das conquistas entre pessoas. Questiona-se apenas o fato de se brincar (na trama do gato e do rato) com formas diferentes de sentimentos.

Não ser claro com as palavras, não significa brincar com o sentimento alheio, entretanto, todos devem se ater a isto. Uma vez que expô-los aos outros (e aos seus comentários maldosos), pode ser uma forma de ridicularizar um futuro amor ou amigo.

Somos responsáveis, sim. Situações como estas aqui descritas, requerem respeito e atenção. Se não se deseja envolvimento; que não se possa, então, permear frustrações e desilusões ainda maiores para outrem.

Todos temos a necessidade de se sentir desejado por alguém ou não aceitar relacionar-se. Mas qual é o preço da ilusão momentânea ou de palavras e respostas verdadeiras que te façam sofrer naquele instante? Voltamos ao velho dito popular, do com o desfecho todos já conhecem: “Quem eu amo não me quer. Quem me quer mandei embora”.

 
 
*A autora é Administradora de Empresas e pós-graduanda em

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