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Tropas dos EUA no Iraque devem chegar a 150 mil

2 Dez 2004 - 13h59

O governo dos Estados Unidos anunciou um aumento em seus efetivos militares no Iraque, por conta da aproximação da eleição presidencial do país, prevista para 30 de janeiro. Até lá, haverá 150 mil soldados em território iraquiano, segundo informações divulgadas pelo Pentágono [comando militar dos Estados Unidos] ontem.

Outra razão provável para que os EUA estejam enviando mais soldados ao Iraque é a forte resistência rebelde, que causa mortes diárias entre membros das forças americanas.

A previsão é que outros 12 mil soldados se unam aos 138 mil já presentes no Iraque. Muitas unidades e tropas tiveram sua permanência prolongada, para controlar focos de insurgência em todo o país.

A ofensiva realizada na cidade de Fallujah [50 km a oeste da capital Bagdá] por tropas americanas e iraquianas matou pelo menos 134 soldados americanos, nas duas semanas em que a ação foi mais intensa. Novembro foi um dos meses em que o Exército americano acumulou mais mortes.

Rebeldes têm colocado como principal alvo de ataques soldados americanos presentes no Iraque.

Alianças

Ontem o primeiro-ministro iraquiano, Yiad Allawi, reuniu-se na Jordânia com dezenas de chefes de tribos, políticos e empresários, em sua maioria sunitas, em um hotel sob forte segurança na cidade de Amã [capital jordaniana]. Ele pediu aos líderes que colaborassem com a eleição iraquiana.

Dois dos maiores partidos curdos --a União Patriótica do Curdistão, de Jalal Talabani, e o Partido Democrátido do Curdistão, de Masud Barzani, que controlam o norte do Iraque, deixaram de lado as rivalidades, e se uniram para cadastrar eleitores.

Ghazi al Yawer, presidente iraquiano e líder sunita, se declarou favorável à eleição, apesar do pedido de algumas organizações moderadas para que sejam postergadas por mais seis meses devido à falta de segurança no país.

Países como Irã, Arábia Saudita, Kuait, Síria, Turquia, Jordânia e Egito disseram, em um comunicado final emitido depois da reunião ministerial realizada no Teerã [capital iraniana] ontem, que "a soberania, independência e integridade territorial do Iraque e o direito do povo a uma vida estável e segura devem ser mantidos."

Folha Online

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