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Três escolas estaduais de MS concorrem ao prêmio MEC/Bunge

2 Set 2004 - 15h32
Esta é a segunda vez que a professora Selma Aparecida Nogueira participa do prêmio Incentivo à Educação Fundamental, promovido pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com a Fundação Bunge, e novamente seu trabalho está entre os três melhores do Estado que concorrem à edição deste ano do prêmio.

O trabalho “Pequenos brasileiros conhecendo e valorizando diferentes etnias” trata sobre as questões indígena e racial. Os alunos da Escola Estadual Fazenda Itamarati, de Ponta Porã, estudaram as nove etnias de Mato Grosso do Sul e algumas que vivem em outros estados, além de trabalharem com outros temas ligados aos negros. “Com trabalhos que provocam o interesse dos alunos, os resultados são visíveis. Eles participam mais e com uma diferença: têm prazer no que fazem”, afirma Selma que em 2002 ficou entre os 20 melhores do Brasil com o trabalho “Copa do Mundo 2002”.

Para a educadora, o segredo do reconhecimento é fazer o que realmente se gosta. “Dedicação absoluta, muito estudo e pesquisas são a fórmula de trabalhar de maneira diferenciada, que dê resultados positivos. Não elaboro projetos pensando em prêmios, mas sim na melhor qualidade do ensino dos estudantes. Há 18 anos trabalho na área e prometi para mim mesma que me empenharia ao máximo para oferecer o melhor aos meus alunos. Acho que estou conseguindo.”

Outra iniciativa inovadora que também foi selecionada é de Ana de Fátima Nunes, da Escola Municipal General Nelson Custódio de Oliveira, de Três Lagoas. O projeto “Intercâmbio cultural educando sem fronteiras” foi realizado entre os alunos da própria escola e da unidade municipal Pontal Sul Aparecida, de Goiânia (GO).

“Todo o trabalho foi feito através de correspondências. Os alunos tratavam de um tema em sala de aula e depois escreviam para os estudantes goianos sobre o resultado de toda a discussão. Lá era realizado o mesmo, e a troca cultural foi muito expressiva”, relata a professora, que leciona há 10 anos.

A repercussão do trabalho teve tanto resultado que em 15 de junho (aniversário de Três Lagoas) cerca de 50 alunos de Goiânia fizeram uma visita ao município sul-mato-grossense e encontraram os novos amigos que antes só se conheciam por carta.

O terceiro trabalho que vai representar Mato Grosso do Sul na disputa nacional chama-se “Desenvolvendo o respeito e a solidariedade ao índio e sua cultura”, de Ana Silva Costa de Araújo, da escola estadual Armando da Silva Carmelo, de Dourados. A educadora revela que “os alunos precisam crescer críticos, conscientes do seu papel na sociedade e a forma de ensinar pode fazer o diferencial”.

Os três trabalhos selecionados pela comissão estadual têm como essência a proposta de integrar alunos, professores e toda a comunidade escolar. São atividades multidisciplinares e colaboram para a auto-estima dos alunos. De acordo com Ana Nunes, “a qualidade do ensino melhora a partir de mudanças inovadoras, aproveitando a criatividade dos alunos e despertando o espírito crítico de todos”.

As educadoras estão felizes com os resultados alcançados e, como afirma Ana Costa, que há 20 anos trabalha com educação, “prêmios como o Incentivo à Educação Fundamental estimulam e incentivam cada vez mais outros professores a acreditarem no ensino alternativo e na educação pública. A auto-estima melhora e a confiança aumenta”.
 
Agência Popular

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