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Tereré de Ponta Porã vai se tornar "patrimônio" do MS

7 Ago 2010 - 05h34Por

O “Tereré de Ponta Porã” vai se tornar Bem do Patrimônio Imaterial de Mato Grosso do Sul. A bebida de consumo comum em todo o Estado e que tem relação histórica com a cidade fronteiriça em função do ciclo da erva-mate está prestes a ganhar o status de bem cultural. O Conselho Estadual de Cultura (CEC/MS) deu parecer favorável e cumpriu a formalização de publicar essa decisão em Diário Oficial. A publicação foi feita nesta sexta-feira (6) e após 15 dias de prazo para manifestações, o registro poder ser oficializado, através de decreto assinado pelo governador do Estado.

O pedido de registro ao conselho foi feito em 2008 pela Prefeitura de Ponta Porã. Depois de uma série de levantamentos de documentação, foi reconhecido que a bebida refrescante feita com a infusão da erva-mate consumida com água, sucos, hortelã, ou limão é a mais tradicional do município. Seu consumo remonta ao passado, ao surgimento das comunidades de Ponta Porã, no Brasil, e de Pedro Juan Caballero, no Paraguai, que floresceram com o “ciclo da erva-mate”. A ligação estreita com a cultura dessa erva rendeu à cidade sul-mato-grossense o apelido de “Princesinha dos Ervais”.

A presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Neusa Narico Arashiro, explica que o “Tereré de Ponta Porã” se enquadra no que prevê a lei 3.522, de 30 de maio de 2008, que dispõe sobre a proteção do patrimônio histórico, artístico e cultural de Mato Grosso do Sul. Nesse instrumento legal estão previstos o tombamento (para bens materiais) e os registros, para os bens imateriais. Para essa segunda categoria, existem o Livro de Registro das Celebrações, o Livro de Registro das Formas de Expressão, o Livro de Registros dos Lugares, e o Livro de Registros dos Saberes – no qual será inscrito o tereré.

“O registro significa o Estado reconhecendo que esse é um bem tradicional de Ponta Porã, ligado à história da cidade, e que tem o hábito de consumo transmitido de pai para filho”, destaca Neusa Arashiro.

Na decisão favorável ao reconhecimento, o Conselho Estadual de Cultura cita como, com o passar dos anos, o tereré se tornou bebida típica de Mato Grosso do Sul, transmitido entre as gerações, com uma tradição de consumo que elimina as diferenças sociais, promove a interação cultural, propicia o diálogo nas “rodas de tereré”. Compartilhar dessa roda é o momento para repassar as novidades, contar “causos”, descansar da labuta diária, celebrar acontecimentos e expectativas.

O processo de registro está devidamente instituído e atende as orientações gerais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). De acordo com a presidente da Fundação de Cultura, a partir da oficialização do registro, Estado e Prefeitura poderão desenvolver, em parceria, um Plano de Salvaguarda, para preservar esse bem cultural, “como acontece com o Banho de São João de Corumbá, com publicações, registros audiovisuais e uma série de outras iniciativas”, exemplifica.

A tradição do banho do santo na Cidade Branca foi registrada como Bem Imaterial de Mato Grosso do Sul em janeiro de 2010, sendo inscrita no Livro de Registro das Celebrações. O Estado tem ainda registrada a “Cerâmica Terena”, no Livro dos Saberes, desde novembro de 2009.

“O registro de um bem imaterial pode ser pedido por manifestação de qualquer pessoa ou comunidade, que tenha um bem cultural, com sentimento de pertença. E é essencial que depois de obtido o registro sejam adotadas ações de preservação”, completa Neusa Arashiro.


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