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Brasil

Tendência de curvas é virada de Alckmin

2 Out 2006 - 13h18

Uma fotografia em série da pesquisas Datafolha desde o início de setembro mais o resultado final do primeiro turno mostram que as curvas de Luiz Inácio Lula da Silva e de Geraldo Alckmin podem se encontrar nos próximos dias, com tendência de virada para o tucano.

Vamos aos números do Datafolha desde os dias 4 e 5 de setembro. Lula tinha então 51% de intenção de voto. Oscilou negativamente para 50% nas duas pesquisas seguintes (feitas em 11 e 12 de setembro e 18 e 19 do mesmo mês). Nos levantamentos dos dias 22 e 27 de setembro, variou novamente para baixo (49%). Na pesquisa realizada nos dias 29 e 30, sexta e sábado passados, Lula caiu para 46%. No domingo, teve 48,6% dos válidos, o que equivale a 44,5% de votos computados nulos e brancos.

Ora, como a margem de erro da pesquisa Datafolha do final de semana era de dois pontos percentuais para mais ou para menos, Lula estaria dentro desse intervalo com os 44,5%. No entanto, não é o que a curva revela. O mais importante é olhar uma série de pesquisas, não apenas um levantamento. Desde o início de setembro, Lula perdeu 6,5 pontos percentuais. Deixou escapar a vitória na primeira fase.

No mesmo período, Alckmin subiu onze pontos. Na pesquisa Datafolha de 4 e 5 de setembro, Alckmin tinha 27% de intenção de voto. Oscilou para 28% no levantamento posterior (dias 11 e 12). Variou positivamente para 29% em 18 e 19 do mês passado. O dossiêgate teve início no dia 15, uma sexta-feira, mas só na semana seguinte começou a derrubar petistas em série e a causar dano político a Lula.

No dia 22 de setembro, Alckmin tinha 31%. Passou a 33% no dia 27. E chegou na véspera da eleição com 35%. Ele teve 41,6% dos votos válidos neste domingo, o que corresponderia a 38,1% na pesquisa que contabiliza todos os votos, não apenas os válidos. O tucano está a apenas 6 pontos percentuais de Lula. O fator inercial tende a favorecê-lo.

Se o presidente e sua campanha não conseguirem criar um fato que interrompa essa tendência, a probabilidade maior é o tucano chegar a um empate técnico nos próximos dias. Daí a ultrapassar o presidente será um passo. Esse fato pode ser um bom desempenho no debate, uma solução rápida para o dossiêgate, uma estratégia de campanha de impacto.

Até agora, Lula estava numa posição olímpica. Cantou vitória, errou ao fugir do debate da quinta-feira passada na Rede Globo. Terá de descer do pedestal e entrar no ringue, o que não significa jogo baixo. Como ninguém perdeu dinheiro subestimando a inteligência do PT, é lícito supor que alguns setores do partido e do governo possam se sentir tentados a criar um fato "Tabajara" para tentar reverter a óbvia tendência favorável a Alckmin.

 

 

Folha Online

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