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TCU quer que dirigentes do BB devolvam R$ 430 milhões

12 Ago 2006 - 10h14

O TCU (Tribunal de Contas da União) considerou irregular o prejuízo de R$ 143,7 milhões --cerca de R$ 430 milhões em valores de hoje, segundo o tribunal-- que o Banco do Brasil assumiu por conta de má gestão de fundos de investimento da instituição, em 1999, época da mudança no regime cambial.

Em razão disso, o TCU quer que 17 dirigentes do BB, entre eles o atual presidente, Rossano Maranhão, e outros que já deixaram o banco devolvam essa quantia aos cofres públicos.

Além disso, o plenário do tribunal decidiu nesta semana que os antecessores de Maranhão no cargo, Cássio Casseb e Paolo Zaghen, devem pagar multa de R$ 4.000 e R$ 5.000, respectivamente, por dificultarem as investigações, ao não repassarem de forma satisfatória informações pedidas pelo tribunal.

O atual presidente do BB consta da lista de funcionários que, na época das operações consideradas irregulares pelo tribunal, autorizaram o ressarcimento de cotistas de fundos de investimento por causa de perdas no mercado futuro de dólar.

Segundo o relator do processo, ministro Benjamin Zymler, após a análise dos vários fundos de investimento, foi constatada "a venda em excesso de papéis cambiais --estendendo-se por excesso a quantidade de papéis cuja negociação não visou à proteção da carteira. Conseqüentemente, houve uma violação ao regulamento do fundo em questão".

O parecer do relator, acatado pelo tribunal, foi baseado no levantamento feito pelos técnicos do TCU desde 2000 e não é definitivo. Os acusados terão 15 dias para recorrer e o tribunal terá que se pronunciar novamente se manterá a decisão ou não.

O Banco do Brasil já anunciou que irá recorrer e divulgou nota em que considera "incorreto, precipitado e leviano" classificar, com base no documento do TCU, como "fraude ou irregularidade" a decisão do BB "tomada em março de 2000 para reparar prejuízos a expressivo número de cotistas por erro cometido pela empresa". Para o banco, a decisão de ressarcir os cotistas foi "madura, consciente e rigorosamente dentro dos princípios da ética e da legalidade".

 

Folha Online

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