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Sudão rejeita ajuda internacional para conflito em Darfur

18 Out 2004 - 13h00
O presidente do Sudão, Omar el Bashir, rejeitou nesta segunda-feira qualquer intervenção internacional em Darfur, descrevendo uma das maiores crises humanitárias no mundo como "um assunto da África". Segundo a OMS, a crise em Darfur já matou aproximadamente 70 mil pessoas nos últimos sete meses.

Líderes do Egito, República do Chade, Líbia, Nigéria e Sudão publicaram um documento dizendo que não iriam aceitar a imposição de nenhuma sanção ou qualquer outra penalidade que poderia ser aplicada ao Sudão, pelo Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) ou por qualquer outro "poder do Ocidente".

O Sudão enfrenta a ameaça de sofrer sanções depois do início da investigação realizada por grupos humanitários de que o governo e a milícia árabe teriam cometido um genocídio em Darfur, provocando a morte de aproximadamente 70 mil pessoas. Aproximadamente 1,5 milhão de pessoas fugiu para a República do Chade. O governo nega que o genocídio tenha ocorrido.

No comunicado, líderes expressaram o apoio para o que eles chamam de "esforços do Sudão para melhorar a situação humanitária no país e a cooperação dos sudaneses com grupos interessados em direitos humanos".

Os líderes também afirmaram que esperam "que o governo sudanês adote medidas para obedecer as resoluções 1.556 e 1.564 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o que significa desarmar a milícia e restaurar a lei e a ordem em Darfur.

O Conselho de Segurança da ONU tem avisado o Sudão sobre possíveis sanções caso não cumpra com as resoluções para restaurar a paz em Darfur.

O porta-voz do presidente egípcio, Magid Abdul Fatah, disse depois do anúncio dos presidentes, que o comunicado era uma prova de que os líderes africanos poderiam "resolver seus próprios problemas".

"O importante é fazer com que o Sudão cumpra seus compromissos internacionais. Ameaças com sanções não vão resolver o problema", afirmou o porta-voz.

Antes da reunião dos presidentes, havia uma proposta do Egito, Líbia, Nigéria e República do Chade para que fosse constituído um comitê para mediar as conversas entre os rebeldes de Darfur e o governo. O comunicado de hoje não tratou do assunto.

Mortes

A guerra civil, as doenças e a fome mataram cerca de 70 mil pessoas no Sudão nos últimos sete meses. O cálculo oficial foi divulgado na semana passada pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Apesar de ser uma das maiores mortandades humanas que se tem notícia --em tão curto espaço de tempo--, a ajuda internacional ao país é pífia.

Segundo estimativas da OMS, mais de 10 mil pessoas estão morrendo mensalmente nos campos de refugiados em Darfur.

Darfur, Província ocidental do Sudão, é cenário de uma guerra civil e de uma grave crise humanitária. Violência, fome e falta de medicamentos são alguns propulsores da crise na região, cuja população [muitas vezes alheia às disputas diplomáticas e batalhas políticas para pôr fim ao conflito] viu suas necessidades reduzidas à simples sobrevivência.
 
Folha Online

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