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Silvicultura é alternativa lucrativa para produtores de MS

3 Set 2010 - 06h14Por Fátima News

“Mato Grosso do Sul tem áreas extensas, que podem ser aproveitadas na silvicultura sem que haja prejuízo da produção de alimentos. O Estado tem características como localização estratégica, clima e solo que podem torná-lo uma potência do setor”. É o que afirma o diretor administrativo da Usina Santa Helena, Fernando Guerra. Atuando no ramo da indústria de borracha, Guerra esteve em Aparecida do Taboado nesta quarta-feira, 1 de setembro, como palestrante do 1° Seminário Plantar Florestas é um Bom Negócio.

O plantio de florestas, seringueiras ou eucalipto, é o setor do agronegócio que deve crescer no Estado junto a demanda da indústria de papel e celulose, carvão vegetal e produção de borracha. Nesse panorama, Aparecida do Taboado, região nordeste de MS, desponta com a possibilidade de se tornar polo produtor de seringueiras.

Para incentivar os produtores da região em relação a heveicultura (produção de látex), o Sindicato Rural de Aparecida do Taboado, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/MS) e Federação da Agricultura e Pecuária de MS promovem no município o seminário de silvicultura. O evento continua nesta quinta-feira, 2 de setembro, com a visita dos participantes ao viveiro de seringueiras e a um seringal já em fase de sangria (extração do látex).

Fernando Guerra, também mostrou ao público as questões referentes ao plantio da seringueira, que segundo ele precisa ser feito com base em informações para uma melhor produtividade. “Hoje, o Brasil importa 70% da borracha que precisa. A borracha é item de primeira necessidade porque é utilizada na produção de carros e até mesmo pela indústria farmacêutica. Eu busco látex até da Bahia para tentar suprir a demanda. Um produtor em Mato Grosso do Sul pode diversificar sua produção com a silvicultura e ainda aumentar os rendimentos”, avalia.

Com este mercado promissor para o Estado, que só de pastagens degradadas que podem se tornar florestas plantadas tem 9 milhões de hectares, de acordo com a Secretaria de Produção e Turismo (Seprotur), os produtores tem na silvicultura uma oportunidade. O presidente do Conselho do Senar, Ademar Silva Júnior, afirmou que os privilégios de MS para o plantio de florestas são muitos, inclusive a grande área de fronteira com outros estados brasileiros. “O objetivo de um seminário como esse é falar de negócio e oportunidade. A importância de se diversificar a produção, atrair indústrias e assim avançar”, resume.

Um dos obstáculos para quem produz seringueiras são os altos preços das mudas. Em Aparecida do Taboado, o problema foi resolvido com a implantação de dois viveiros: um do sindicato rural do município e outro na Escola Agrícola. Este último, implantado com a assistência técnica e capacitação oferecida pelo Senar aos produtores.

No primeiro dia em torno de 200 pessoas prestigiaram o seminário e mais de 800 assistiram pela internet. A organização é do Painel Florestal, Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (MS), Senar/MS e Prefeitura Municipal são parceiros.

Estiveram presentes representantes da Prefeitura Municipal de Aparecida do Taboado, a Famasul, Ademar Silva Júnior do Senar/MS, Cláudio Mendonça, do Sebrae e Sergio Longen da Federação das Indústrias de MS.

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