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Brasil

São Paulo desbanca Corinthians e viaja

5 Dez 2005 - 15h24

A nove dias da estréia no Mundial de Clubes e garantido na Copa Libertadores de 2006 por ser o atual campeão, o São Paulo embarca nesta segunda-feira à noite para o Japão com a certeza de que fechou os dois melhores contratos de patrocínio do futebol brasileiro. As aparições na competição organizada pela Fifa marcarão o último ato da parceria com a Topper porque, depois longas negociações, o Tricolor assinou, em outubro, um contrato de fornecimento de material esportivo para os próximos três anos com a Reebok.

O acordo garantiu ao time do Morumbi um valor mínimo estipulado de R$ 21 milhões (R$ 7 milhões por ano), cifra que pode aumentar conforme as vendas. A empresa também vai construir uma megastore no Morumbi no valor de R$ 8 milhões. Mais rentável inclusive do que o novo contrato do Corinthians com a Nike (6,8 milhões por ano) e três vezes mais rentável do que o antigo contrato com a Topper, a união com a Reebok também satisfez os anseios de internacionalização dos dirigentes são-paulinos. Doze anos depois do bicampeonato da Copa Intercontinental, a diretoria se esforça para capitalizar ao máximo o novo “boom” do Tricolor, fruto da conquista da terceira Copa Libertadores da história do clube.

“Nos faltava um patrocinador de material esportivo internacional. E este que fizemos com a Reebok é o melhor contrato do Brasil neste setor”, afirma João Paulo de Jesus Lopes, diretor de planejamento do São Paulo, engenheiro civil de formação. “Não temos nada do que reclamar da Topper, mas a área de atuação deles se limitava ao sul da América do Sul e um pouco ao Japão. Em 2006, estaremos definitivamente no mundo todo”, completa o dirigente, que reclama do anúncio feito pelo Corinthians recentemente. Segundo o são-paulino, o time alvinegro afirmou, erradamente, na semana passada, ter com a Nike o melhor acordo do futebol nacional.

Atento ao mercado e às vantagens que pode oferecer aos patrocinadores, o São Paulo endureceu nas negociações e não aceitou números inferiores aos do rival do Parque São Jorge, atual campeão brasileiro. “O Corinthians tem uma torcida maior, mas o são-paulino compra mais. Nossas compras são diversificadas e não ficam apenas nas 20 mil camisas que vendemos por mês. Vendemos agasalhos e também a linha fashion. Enxovais completos”, lembra Lopes.

As negociações finais com a LG Electronics, que está no clube desde 2001, também foram duras. Antes de a empresa sul-coreana decidir usar a cláusula de prioridade na renovação de contrato, o São Paulo ouviu as propostas de uma multinacional chinesa e de uma empresa de transporte aéreo internacional. Só assim chegou-se à cifra de R$ 15,5 milhões por ano de patrocínio durante as próximas três temporadas. O anúncio oficial da renovação foi feito neste domingo, em festa realizada no Morumbi, antes do jogo contra o Atlético-PR.

Também nas tratativas com a LG, o rival Corinthians foi usado como parâmetro. “Nós temos o Morumbi (onde são colocadas placas dos patrocinadores) e nossa marca é conhecida no mundo todo. O poder aquisitivo do torcedor do São Paulo também é maior”, conclui o dirigente.

 

 

Gazeta Esportiva

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