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Saddam Hussein falta à 40ª audiência do julgamento dele

27 Jul 2006 - 17h30

Depois de nove meses de depoimentos, o julgamento de Saddam Hussein foi adiado para meados de outubro, quando os cinco juízes responsáveis pelo caso devem anunciar o veredicto do ex-ditador iraquiano, que pode ser condenado à forca. Saddam não compareceu nesta quinta-feira à 40ª audiência do processo, que deve ser a última sessão pública antes do veredicto.

Hoje, o Tribunal Penal Iraquiano escutou a alegação de dois advogados apontados pela corte para defender Taha Yassin Ramadan, ex-vice-presidente, e Awad al Bandar, ex-dirigente do partido Baath e ex-chefe do tribunal revolucionário. Apenas Ramadan e Al Bandar estiveram presentes na sessão desta quinta-feira. Saddam e sete ex-colaboradores estão sendo julgados, desde 19 de outubro de 2005, por tortura e assassinato de 148 xiitas na década de 1980, após uma tentativa de assassinato contra o ex-ditador.

Os advogados da defesa estão boicotando o processo alegando que os três advogados assassinados desde o começo do julgamento morreram por falta de proteção policial. Outros sete réus foram assassinados desde o início do julgamento. A mais recente morte aconteceu em 21 de junho, quando o advogado Khamis al Obeidi foi assassinado em Bagdá.

O juiz que preside o tribunal, Raouf Abdel Rahman, decidiu hoje adiar até 16 de outubro o julgamento contra o ex-presidente e sete colaboradores dele. Segundo o magistrado, a audiência foi adiada para a "análise do caso".

Fim da greve

Na audiência desta quarta-feira, Saddam foi o único que se apresentou perante o tribunal, onde afirmou ter sido obrigado a comparecer, apesar do deteriorado estado de saúde dele após uma greve de fome. O ex-ditador iraquiano encerrou ontem a greve de fome, após a 39ª audiência. Ontem, Saddam comeu carne, arroz, pão e uma fruta após o encerramento da sessão. O ex-ditador estava em greve de fome desde 7 de julho para protestar contra os procedimentos do Alto Tribunal Penal Iraquiano e a falta de segurança da equipe de defesa.

Mais magro, Saddam reclamou durante a sessão que havia sido forçado a comparecer à corte e pediu para ser executado a tiros caso seja condenado à pena de morte. "Eu fui trazido aqui contra minha vontade", afirmou. "Os americanos insistem em me forçar a vir. Não é justo." Em seguida, Saddam pediu para ser executado a tiros e "não por enforcamento, como um criminoso comum" caso seja condenado pelo júri. Em 21 de agosto, deve ter início um segundo julgamento contra Saddam por genocídio contra curdos na década de 80.

 

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