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Rifa do PCC dá apartamento de R$ 75 mil em São Paulo

11 Dez 2006 - 09h24
O sorteio mensal de apartamentos de dois quartos, no valor de R$ 75 mil, é a grande novidade do bingo do Primeiro Comando da Capital (PCC). Até setembro deste ano, eram rifados apenas automóveis e televisores. Os bilhetes com os números da milhar são vendidos livremente nas penitenciárias paulistas dominadas pela principal facção criminosa do Estado.

O ganhador do imóvel, no mês passado , foi um preso do Centro de Detenção Provisória 2 (CDP) de Osasco, na Grande São Paulo.

O detento sortudo desembolsou R$ 45. Ele comprou três bilhetes, cada um no valor de R$ 15. O apartamento sorteado fica na região central da Capital, num local com boa infra-estrutura, próximo a bares, lanchonetes, comércio e também perto de estações do Metrô. Segundo fontes do sistema prisional, o imóvel está avaliado por cerca de R$ 75 mil.

Os bilhetes começaram a ser vendidos no final de setembro. O sorteio foi feito no mês passado e correu pela Loteria Federal. Cada integrante do PCC é obrigado a comprar no mínimo três números. A venda, no entanto, só é permitida em presídios masculinos. A facção ainda não liberou a rifa nas cinco penitenciárias femininas.

Somente num complexo prisional da região Oeste do Estado, com a venda das rifas, a facção criminosa que comanda a maioria dos presídios de São Paulo arrecadou, no mês passado, R$ 54 mil.

A maioria dos detentos comprou a cota mínima de três bilhetes exigidos. Alguns apostadores, com mais dinheiro, adquiriram até seis números da rifa, ou seja, gastaram R$ 90.

A novidade do bingo do PCC, em sortear apartamentos para seus integrantes, indica que a facção continua unida e bem articulada.

Parte do dinheiro arrecadado é destinada para bancar as despesas com os ônibus que transportam familiares de detentos para os presídios do Interior, nos fins de semana, durante as visitas.

Tradição de sorteios

Outra parte do dinheiro é usada para comprar cestas básicas e remédios para as famílias carentes dos presidiários.

No Dia das Crianças e no Natal, o PCC também compra brinquedos, bolos e doces e ainda sorteia bicicletas para os filhos dos integrantes da facção que estão espalhados pelas cadeias do Estado.

No primeiro trimestre de 2004, o PCC começou a sortear carros para seus 'associados' nas prisões. O primeiro contemplado foi um apostador da Penitenciária Adriano Marrey, em Guarulhos, Grande São Paulo, que ganhou um Corsa Sedan, modelo 2001, avaliado na época em R$ 15 mil.

O sorteio do automóvel correu pela Extração 3818 da Loteria Federal, em 20 de março de 2004. Na época foram distribuídos 5.000 cupons em todos os presídios paulistas.

O ganhador do carro foi um preso conhecido como Tiozinho. Ele havia comprado o bilhete 49.556. Deu gato na cabeça.
 
 
 
Estadão

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