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Brasil

Real forte já começa afetar setores competitivos no Brasil, diz BNDES

24 Nov 2009 - 11h06Por Folha Online

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, disse nesta terça-feira que o efeito do câmbio apreciado já começa a afetar setores que não são necessariamente exportadores. Ele explicou que a conjunção entre o dólar baixo e preços desfavoráveis está comprimindo margens de determinados segmentos como o agronegócio.

Ele reiterou que a taxa de câmbio é uma preocupação do governo e lembrou que já foram tomadas algumas medidas para amenizar essa situação. "A apreciação da taxa de câmbio não só afeta os setores manufaturados, mas neste momento até alguns setores muito competitivos, cujos preços internacionais não estão tão favoráveis e começam a sofrer com o câmbio apreciado", disse Coutinho, que participou da abertura do 11º Congresso Agribusiness na sede da CNC (Confederação Nacional do Comércio).

Outro foco do governo, segundo ele, é a reativação da taxa de investimento da economia. Coutinho explicou que as medidas de estímulo que estão sendo avaliadas visam a retomada do investimento em níveis comparáveis ou até mesmo superiores ao período pré-crise.

"Agora temos que estimular decisões de investimento para que se tornem, outra vez, a principal força de liderança do crescimento brasileiro", afirmou.

Em relação ao setor agrícola, o presidente do BNDES comentou que os desembolsos do banco poderão ultrapassar R$ 18 bilhões ao longo de 2009, superando o resultado do ano anterior. Ele acrescentou que se forem incluídas ações do banco para estimular o setor de caminhões, os empréstimos para o setor ultrapassam R$ 20 bilhões.

Oi

Coutinho negou que tenha havido qualquer tipo de favorecimento na concessão do empréstimo de R$ 4,4 bilhões à operadora de telefonia Oi na semana passada. O executivo ressaltou que o BNDES vem concedendo empréstimos a todas as empresas do setor e que o objetivo do banco é garantir a expansão de toda a rede.

"Todas as grandes empresas que nos procuram estão sendo atendidas. Os investimentos no setor de telecomunicações devem ultrapassar R$ 30 bilhões nos próximos quatro anos. Não há nenhum favorecimento, não há nada extraordinário nesse empréstimo", disse.

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