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Brasil

Puccinelli vai recorrer a Lula para contornar crise

30 Dez 2006 - 09h21

O governador eleito André Puccinelli (PMDB) terá um encontro emergencial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no próximo dia 9, em Brasília, no primeiro contato oficial do peemedebista com o presidente após a sua posse.

Na pauta da reunião, um pedido de socorro para tentar amenizar a combalida situação financeira de Mato Grosso do Sul, que acumula dívidas com a União de mais de R$ 6 bilhões e corre o risco, por conta de pendências deixadas com o governo federal pelo governador Zeca do PT, de ver todos os repasses a que tem direito serem bloqueados pela equipe econômica de Lula.

A retenção dos repasses pode ocorrer pelo fato de Zeca do PT ter deixado de pagar uma parcela de R$ 28 milhões, referente a dezembro, das pendências financeiras que MS tem com o governo federal.

Somado a isso, Puccinelli se deparou, nas últimas horas, com a notícia de que seu antecessor não deixou dinheiro em caixa para o pagamento dos salários de dezembro do funcionalismo estadual, num total de R$ 89 milhões necessários, o que contraria discurso do petista dos últimos dias, que exibiu uma fantasiosa situação confortável das finanças de MS.

Revisão de dívida - No encontro que terá com Lula, Puccinelli pretende sensibilizar o presidente sobre a necessidade da flexibilização da Lei Kandir e da renegociação das dívidas de MS com a União, além de pedir a Lula que adote uma política financeira uniforme para o País e o Estado, para evitar que este último venha a enfrentar problemas financeiros mais agudos nos próximos tempos.

No caso da Lei Kandir, que passou, a partir de 1997, a desonerar exportações de produtos primários e manufaturados, o Estado perdeu, só em 2006, com a renúncia de impostos, R$ 225 milhões, que não teriam sido ressarcidos de forma correta pela União.

"Vou chorar nos ombros do Lula para sensibilizá-lo da necessidade de trabalhar mais para o Estado, para que haja uma sintonia no desenvolvimento do País com a retomada do crescimento de Mato Grosso do Sul", falou ontem o governador eleito, durante solenidade em que anunciou o secretariado de seu governo.

Segundo Puccinelli, ele vai herdar o Estado com um déficit de R$ 30 milhões mensais e não tem idéia, ainda, de quando poderá equacionar esse problema. "Talvez em alguns meses ou até anos", previu o governador eleito, ao elencar o rombo nas finanças do Estado que acaba de descobrir.

Por conta desses problemas, Puccinelli disse que também deixará de pagar fornecedores contratados pela administração petista e não sabe se poderá, num curto espaço de tempo, dar continuidade a obras iniciadas no governo de seu antecessor.

Segundo Puccinelli, que disse que o Estado será uma "extensão de sua casa", ele se comprometerá apenas com os salários dos servidores e com dívidas que sua administração venha a contrair a partir de janeiro. "Os débitos passados só Deus sabe como iremos quitá-los", falou Puccinelli.

No encontro que terá com Lula, o governador eleito também vai reivindicar a liberação, urgente, de recursos retidos pela União pertencentes ao Estado, referentes a emendas orçamentárias de 2006 e que poderiam amenizar a crise financeira local. Puccinelli também vai tentar reparcelar os débitos que deixaram de ser pagos por Zeca do PT e viabilizar a captação de dinheiro para o pagamento dos salários de dezembro dos servidores.

 

 

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