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Brasil

PT sugere que Lula interceda por bancários

7 Out 2004 - 15h55
O Diretório Nacional do PT decidiu hoje sugerir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ajude os bancários a reabrir negociação com os bancos. A greve nacional da categoria --que já dura 23 dias-- enfraqueceu e começa a entrar num "beco em saída", segundo avaliação dos próprios bancários.

"É uma sugestão para o governo se esforçar para abrir as negociações com os bancários e os banqueiros. É uma posição do PT que não é executiva. Não temos o poder de decidir, temos o poder de sugerir", disse o presidente do PT, José Genoino.

Em meio a um movimento enfraquecido, os dirigentes sindicais passaram a se acusar mutuamente, expondo os rachas do movimento sindical.

Os pivôs dessa briga se dividem entre os integrantes da Articulação --corrente majoritária-- e a oposição bancária. O primeiro grupo acusa o segundo de levar a categoria bancária para um "beco sem saída".

"Estamos numa encruzilhada, num beco sem saída. A greve perdeu força. Os bancos se recusam a negociar uma contraproposta. E ninguém quer terminar o movimento sem nada", disse o diretor da Federação dos Bancários da CUT, Marcel Barros.

Para ele, foram os integrantes da oposição bancária que levaram a greve para essa situação. "Eles nos levaram para esse impasse, nos apontando um horizonte que não existia", disse ele se referindo à proposta de reajuste que foi rejeitada pelos bancários.

Para o diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Dirceu Travesso, integrante da oposição bancária, os dirigentes da Articulação é que querem derrotar a greve.

"É uma vergonha eles dizerem que os bancos não podem dar um aumento maior do que o oferecido. Existe sindicalista que abriu mão de ser dirigente sindical para virar correia de transmissão do governo e de banqueiro junto às bases", afirmou ele. "Virou a santíssima trindade: banco, governo e sindicalista. Todos com o mesmo discurso."

A Fenaban (Federação Brasileira dos Bancos) ofereceu reajuste de 8,5% e abono de R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500. A proposta foi rejeitada porque a categoria pedia 25% de aumento. Mais tarde a a proposta foi rebaixada para 19% de reajuste e abono de R$ 1.500.

Travesso acusa a Articulação de boicotar a greve. "O movimento está enfraquecido porque não houve organização, mobilização. Era preciso apelar para a solidariedade dos bancários. O governo também não cooperou."

Sem saída

A Executiva Nacional dos Bancários deve se reunir amanhã em São Paulo. O objetivo é analisar os rumos da greve.
Uma das questões a serem analisadas é o tempo de duração do movimento. Com o feriado da próxima semana, a paralisação pode beirar os 30 dias. Uma das idéias é buscar uma saída para o desconto dos dias parados durante a mobilização.

 
 
 
Folha Online

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