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Brasil

PT quer tirar PMDB da liderança do governo no Senado

14 Nov 2006 - 08h36

O PT vai reivindicar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a posse da liderança do governo no Senado Federal, que ficou com o senador Romero Jucá (PMDB-RR) depois que Aloizio Mercadante (PT-SP) deixou o cargo para disputar o governo de São Paulo nas eleições de outubro. A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), solicitou formalmente um pedido de audiência ao presidente Lula para apresentar as principais reivindicações da bancada petista no Senado -- que inclui a discussão sobre a liderança e reclamações sobre o que Ideli chama de "falhas de comunicação" entre Lula e os senadores petistas.

Mercadante deixou o cargo em meio às denúncias de que Hamilton Lacerda, seu ex-coordenador de comunicação da campanha, estaria envolvido na compra do dossiê antitucano. Desde então, Jucá vem exercendo a liderança do governo em substituição ao petista --o que desagradou parte da bancada no Senado.

O nome mais cotado para assumir a liderança no lugar de Jucá é o do senador Tião Vianna (PT-AC). A avaliação entre os petistas é que Vianna tem bom trânsito com integrantes do governo federal e com a própria oposição, o que é considerado fundamental nas articulações políticas no Senado.

Segundo Ideli, em quase quatro anos de governo apenas uma vez a bancada no Senado foi recebida oficialmente pelo presidente Lula, em dezembro de 2004 --por isso a necessidade de uma nova conversa antes do início de seu segundo mandato.

Falha de comunicação - Os senadores petistas vão sugerir ao presidente mudanças na forma de comunicação entre Lula e a bancada do PT no Senado. "A principal reclamação é a falta de comunicação mais efetiva com o presidente. Como o Senado tem uma constituição diferente da Câmara, o presidente às vezes não dá o tratamento necessário para o arrefecimento da crise", disse.

Segundo Ideli, os senadores cobram do presidente o que chamou de "trato individualizado". "Aqui [o Senado] é um espaço político que se move por prestígio político e atenção. Às vezes, um telefonema basta. Esperamos que no segundo mandato a relação com o Congresso seja diferenciada", disse. A reunião solicitada por Ideli ainda não foi marcada pelo Palácio do Planalto.

Além das reivindicações da bancada, a líder quer apresentar problemas regionais de Santa Catarina que, segundo ela, influenciam diretamente o cenário político nacional --o que inclui a decisão do governador reeleito do Estado, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), de comandar reunião dos governadores peemedebistas na semana que vem.

Os governadores vão se reunir para discutir a posição do partido no segundo mandato do presidente Lula. O objetivo do encontro é consolidar uma posição dos dirigentes estaduais para a reunião do Conselho Político do partido, quando os integrantes terão que decidir se o PMDB será oposição ou fará parte da base aliada do governo.

Luiz Henrique disse que "optou pela direita" e que fará oposição ao presidente reeleito até que o Estado "deixe de ser discriminado" pelo governo federal.

 

 

Folha Online

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