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Promotoria denuncia vale-gasolina em Dourados

22 Set 2010 - 14h54Por Dourados Agora
Na reta final das campanhas partidárias, a Promotoria de Justiça Eleitoral denuncia a compra de votos através do vale-gasolina em Dourados. Esta semana o MPE encaminhou relatório para a Polícia Federal contendo informações necessárias para a abertura de um inquérito criminal. Nomes e partidos já constam no documento. Os candidatos que compraram acima da cota necessária para realizar campanhas em Dourados terão que se explicar na delegacia da PF.

De acordo com o promotor de Justiça, João Linhares, os autos do processo mostram que de maio até agosto houve um súbito crescimento significativo nas vendas de combustível em Dourados. Em algumas empresas, a comercialização do produto teve acréscimo de 60% em relação a períodos comuns.

De acordo com Linhares, é preciso destacar que os postos não são alvos de investigações. "O que estamos fazendo é apenas obtendo a contribuição delas para identificar possíveis irregularidades", ressalta.

Segundo ele, todos os nomes alvo de suspeita, partidos, além das demais informações contidas no documento são suficientes para a abertura de um processo investigativo com maior rigor. "A partir de agora cabe à Polícia Federal chamar os candidatos suspeitos. Eles terão que comprovar utilização do consumo exagerado através de prestação de contas’, alerta.

Linhares também diz que os demais objetos de brindes como pagamento de cirurgias, cestas básicas, dentaduras, entre outros já estão na mira do MP. Apesar disso, ele considera que diferentemente de anos eleitorais anteriores, desta vez, as irregularidades que ferem a legislação eleitoral estão mais inibidas. O motivo, segundo Linhares, seria as últimas operações da Polícia Federal, que levou políticos à cadeia, como o caso da Uragano. "Todo os esforço do Estado culminou em prisões de quadrilhas e isso se reflete positivamente na segurança e conscientização da sociedade".

Segundo o promotor, também é dever do eleitor denunciar tentativas de compras de voto. Para isso ele pode procurar o cartório eleitoral e o Ministério Público para relatar os fatos.

Se comprovada a irregularidade, o político pode ser penalizado por crime de corrupção, captação ilegal de sufrágio e improbidade administrativa. "No aspecto penal ele será preso, e no eleitoral vai perder o mandato", detalha.

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