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Brasil

Programa Pontos de Cultura busca expandir arte em comunidade

18 Set 2004 - 10h16
Há um mês cinqüenta alunos do Centro de Ensino 10 da Ceilândia, cidade satélite do Distrito Federal, ensaiam passos e movimentos do “street dance” ou dança de rua. Eles fazem parte da organização não governamental (ONG) Grupo Atitude.

O trabalho realizado pelo grupo foi um dos 214 selecionados em todo o Brasil para formar a rede nacional do programa Pontos de Cultura, lançado nesta semana pelo ministro da Cultura, Gilberto Gil. Os convênios começam a ser assinados em outubro e os Pontos de Cultura serão equipados com computador, câmera digital e estúdio de gravação a partir de janeiro. Cada Ponto receberá R$ 150 mil divididos em cinco semestres.

O objetivo do programa federal é criar espaços para incentivar a cultura local e possibilitar que comunidades socialmente excluídas possam não apenas ter acesso à cultura, mas produzir arte. Os estados com maior número de Pontos são São Paulo (35), Bahia (26), Rio de Janeiro (26), Pernambuco (17) e Minas Gerais (16).

Há cada seis meses os instrutores do Grupo Atitude se fixam em uma escola para realizar atividades artísticas e pedagógicas. Dança, percussão, teatro, música, artes plásticas e grafite ao lado de debates sobre violência, gravidez, AIDS, drogas e outros temas do universo adolescente compõem os encontros. No Distrito Federal, outros quatro projetos também foram selecionados

“Eles não estão recuperando jovens, mas nos ensinando como viver, não falam para não usar drogas, mas mostram o que causa e as conseqüências. É bom falarmos dos problemas da nossa comunidade porque não tem ninguém que converse com a gente sobre sexo ou sobre camisinha, nem na sala de aula nem em casa”, conta a estudante do 2º ano, Júlia Cristina Pereira, de 17 anos.

Atualmente, o Grupo é apoiado pela embaixada da Finlândia, com recursos técnicos e financeiros. Além de apoio jurídico, este semestre a embaixada disponibilizou R$ 2 mil para pagamentos dos oficineiros, transporte e demais gastos. Agora, com o apoio do governo federal, o grupo quer aumentar as atividades para atender até 500 jovens.

“O programa vem para fortalecer o trabalho. Hoje estamos apenas nas escolas de ensino médio. Com o Ponto de Cultura vamos ter um lugar central para promover encontros de todas as escolas, fazer eventos, campeonatos e concursos com mais autonomia. Ter mais liberdade e potencial. É a oportunidade para realizarmos eventos que impulsionem a arte e a cultura”, afirma o diretor do Grupo Atitude, Sérgio de Cássio.
 
 
Agência Brasil

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