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Brasil

Produção industrial cai 1,4% em setembro, diz IBGE

7 Nov 2006 - 15h41
A produção da indústria brasileira recuou 1,4% em setembro, na comparação livre de influências sazonais com agosto, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O desempenho negativo anulou os ganhos da indústria nos últimos dois meses de (0,7% em julho e setembro) e fez com que a atividade industrial retornasse ao patamar de junho.

O produção ficou ainda bem abaixo da previsão feita por analistas ouvidos pela Folha Online, que previam um recuo entre 0,7% e 0,2% em relação a agosto com ajuste sazonal e esperavam por uma expansão entre 2,3% e 3% na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Segundo o chefe da Coordenação da Indústria, Silvio Sales, com os dados de setembro no terceiro trimestre do ano a trajetória de crescimento moderado da indústria foi substituída pela estabilidade.

"Em setembro repete-se o patamar de que a indústria fica num sobe-e-desce. A diferença é que o saldo desses movimentos vinha mostrando tendência de suave crescimento. Com o recuo de setembro, observa-se clara estabilidade", afirmou.

A paralisação de montadoras puxou para baixo a taxa. Os veículos automotores caíram 9,3% na comparação com o mês anterior. Trabalhadores das montadoras Volkswagen/Audi, Renault e Volvo no Paraná realizaram greves por reajustes salariais.

A Anfavea (Associação Nacional de Veículos Automotores) captou em setembro queda de 10,7% nas vendas internas de veículos frente a agosto e recuo de 16,6% na produção de veículos na mesma base de comparação.

Também pressionaram negativamente os setores de fumo
(-26,6%), outros produtos químicos (-3,2%) e outros equipamentos de transporte (-11,8%).

Todas as categorias de uso caíram em relação a agosto. O setor de bens de consumo duráveis caiu 4,4%, após uma alta de 1,5% em agosto.

Segundo Sales, os bens de consumo duráveis têm sido afetados pela pressão negativa do câmbio e pela base de comparação alta dos últimos anos.

Bens de capital - A produção de bens de capital recuou 2,1%, após um avanço de 2,8% um mês antes. Em agosto, a expansão desse segmento fez com que os pesquisadores indicassem para um possível aumento da FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo).

Segundo Sales, na média móvel trimestral, os bens de capital continuam com expansão de 1,7%, acima da média da indústria, e ainda podem se traduzir em um aumento da taxa de investimentos.

O setor de bens intermediários, que tem o maior peso no índice, caiu 2,1%. Já os bens de consumo semi e não-duráveis tiveram queda de 0,2% em setembro.

Em relação a setembro de 2005, a produção industrial registrou uma alta de 1,3%. De acordo com Sales, a expansão foi freada pelo menor número de dias úteis em setembro deste ano.

Segundo o IBGE, 15 dos 27 ramos da indústria tiveram crescimento, e as maiores contribuições vieram das categorias de máquinas para escritório e equipamentos de informática, máquinas e equipamentos, indústria extrativa e alimentos e bebidas.

No ano, a atividade industrial apresenta expansão de 2,7%, e nos últimos 12 meses, de 2,3%.

 

 

Folha Online

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