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Prefeitos pedem socorro visando amenizar prejuízo após calamidade

14 Mar 2011 - 10h49Por Conjuntura Online
Os prefeitos se reúnem-se às 14h desta segunda-feira, no plenário da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), com a representatividade política do Estado no Congresso Nacional a fim de buscar uma saída para amenizar os prejuízos da calamidade decorrentes das fortes chuvas que caíram em Mato Grosso do Sul ao longo desse período do ano. 
 
Na prática, a ideia é recuperar os valores das emendas parlamentares que foram cortados dentro das medidas de contenção de gastos decretadas pela presidente Dilma Rousseff.
 
As medidas de contingenciamento do governo federal trouxeram um prejuízo de R$ 101 milhões para o Estado, valores referentes a emendas de bancadas.  
 
Em relação as emendas individuais, os parlamentares deixaram de indicar R$ 5,75 milhões para investimento em obras em suas bases eleitorais como parte do contingenciamento de R$ 1,82 bilhão no orçamento da União.
 
O encontro será conduzido pelo presidente da Assomasul, Jocelito Krug (PMDB), e pelo governador André Puccinelli (PMDB), que desde a semana passada vem tratando esse assunto como prioridade. 
 
Na semana passada, os dois líderes políticos e prefeitos das cidades atingidas pelos temporais se reuniram com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, de quem ouviram a garantia de liberação de recursos emergenciais como forma de cobrir as despesas com o estrago causado pelas chuvas. 
 
O ministro garantiu que até esta segunda-feira será transferido para a conta do Estado valor de R$ 5 milhões para as primeiras ações em caráter de emergência. 
 
Somente em Aquidauana, o prejuízo é avaliado em R$ 24 milhões, segundo informações do prefeito Fauzi Suleiman. 
 
De acordo com a Defesa Civil, o Estado tem 67 mil desabrigados e desalojados até o momento. A previsão do tempo é de mais chuvas em várias regiões de Mato Grosso do Sul, o que pode aumentar ainda mais o número de desabrigados. 
 
Em visita neste domingo a Aquidauana, o deputado estadual Felipe Orro (PDT) e o deputado federal Luiz Henrique Mandetta  (DEM) manifestaram preocupação com a situação que o município se encontra nesse momento. 
 
Mandetta lembrou que o governo do Estado também precisa se fazer presente, garantindo a recuperação da malha viária, das pontes, de preferência substituindo as de madeira por de concreto, mais altas do que as atuais. 
 
“As estradas já estavam em situação precária, agora estão intransitáveis. Os alunos da zona rural estão sem aula há dias. O acesso ao frigorífico Buriti, há quase um ano a ponte caiu e não foi refeita”, lembrou Orro.
 
Mandetta uniu-se a Felipe Orro na defesa da dragagem do rio Aquidauana, pelo menos no trecho em que passa por Aquidauana e Anastácio. Felipe Orro lembrou que as cheias sempre ocorreram no Aquidauana, mas antes eram com intervalos de 10, 20 anos. 
 
“Agora ocorre quase todos os anos. Em 2010 tivemos cheia, não com a intensidade deste ano, mas deixou muitos prejuízos. Neste ano novamente. Então está claro que é preciso intervir no rio, que está assoreado, devolver a profundidade natural do leito, recompor a vegetação das encostas para evitar o assoreamento”, frisou Felipe Orro. 
 
Até agora, segundo a secretária de assistência social da prefeitura de Coxim, Luzia Louzada, a cidade já recebeu da Defesa Civil um material emergencial. 
 
Segundo ela, são 135 Kits dormitórios (cobertor, mosquiteiro, lençol, toalha e fronha), 240 kg de arroz, 60 kg de feijão, 80 kg de farinha, 60 kg de macarrão, 2 caixas de óleo (24 unidades), 6 caixas de bolacha (60 unidades), duas caixas de pasta de dente (254 unidades), e duas caixas de sabonete (171 unidades). 
 
Com esse material, foram criadas cestas básicas que serão entregues nesta  segunda-feira.
 
De acordo com a prefeita Dinalva Mourão (PMDB), em Coxim os estragos foram muitos, desde o transporte escolar, o que reflete na paralisação das escolas, , deixando 300 alunos sem aulas.
 
Segundo a prefeita, restaram buracos nas estradas, famílias desabrigadas, buracos nas vias públicas, pontes destruídas e produção sem oportunidade de escoamento, entre outros inúmeros problemas. 
 
"Precisamos com urgência de auxílio, de recursos emergenciais de R$ 1,8 milhão, mas já elaboramos um projeto de prevenção de enchentes que chega a R$ 40 milhões”, desabafou a prefeita.

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