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Preço Mínimo do leite beneficia produtores rurais

25 Out 2004 - 13h55

O Governo Federal liberou antecipadamente o mecanismo de crédito que possibilita a compra do excedente do leite, pela indústria leiteira,produzido no período de safra. No último dia 15 foi publicado no Diário Oficial o Decreto no 5.241, que fixa os preços mínimos para produtos agropecuários para a safra 2004/2005. No caso do leite, o governo federal fixou os seguintes preços mínimos para obtenção do EGF: R$ 0,38 por litro (Sul e Sudeste), R$ 0,36 por litro (DF, MS e GO), R$0,33 por litro (Região Norte e MT) e R$0,38 por litro (Nordeste).

Segundo Adriana Mascarenhas, consultora de economia da Funar (Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural) e coordenadora da Câmara Setorial do Leite de MS, apesar de ser um empréstimo destinado à indústria, a medida beneficia o produtor, pois o excedente não vai entrar no mercado causando a depreciação dos preços, por causa da grande oferta disponível no período de safra.

 

“A nossa entressafra este ano foi atípica, se estendendo até o final de Outubro e agora que as chuvas começaram, este aumento de produção vai começar a ser sentido já em Novembro, onde vamos ter o leite em excesso. Neste momento é que o EGF é tão importante pois a indústria vai poder tirar do mercado este leite excedente, formando seu estoque e devolvendo ao mercado no momento mais oportuno”, explica a economista.

 

Conforme dados do departamento econômico da CNPL (Comissão Nacional de Pecuária de Leite) da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), existe uma diferença de aproximadamente 10% na quantidade produzida nos períodos de safra e entressafra, o que torna essencial o crédito para armazenagem. Porém, para a CNA os preços mínimos do litro de leite ficaram muito abaixo do requisitado, defendendo que os preços nas regiões sul e sudeste deveriam ser de R$ 0,44, com deságio para as outras regiões.

 

Adriana Mascarenhas confirma que, para Mato grosso do Sul, os preços realmente ficaram abaixo daquilo que foi solicitado, mas que mesmo assim o EGF é muito bem-vindo. “A produção em nosso Estado tem uma sazonalidade muito grande e por isso  sofremos muito com diferenciação de preços nos períodos de safra e entressafra, diferente de outros Estados”, destaca. E completa: “nós esperamos que a indústria tenha interesse em buscar este empréstimo para comprar o produto, e dessa forma possibilitar um equilíbrio maior nos preços, beneficiando os produtores.”

 

 

 

Famasul

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