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Preço faz consumo crescer e pode faltar gasolina em MS

8 Mar 2010 - 12h39Por Diário MS
A alta acumulada de 27% no preço do álcool hidratado fez a venda do combustível despencar e, com isto, o volume de gasolina comercializado por postos de Mato Grosso do Sul atingiu recorde nos últimos dois meses, segundo números da ANP (Agência Nacional do Petróleo). O resultado, diante da procura bem maior, é que já há reclamação de dificuldade de abastecimento. Em todo o Estado, alguns postos já enfrentam ‘racionamento’ de gasolina, situação que também acontece em Dourados, onde um posto chegou a ficar dois dias sem estoque do combustível.
Na sexta-feira, na Distribuidora BR, da Petrobras, em Campo Grande, o pátio estava lotado de caminhões-tanque aguardando abastecimento. Entre os motoristas, queixas da demora em conseguir a quantidade solicitada de gasolina.
O problema do ‘racionamento’ da gasolina se estende por todo o Estado, incluindo a capital e os municípios da região. Em Dourados, alguns postos também já enfrentam o problema, como é o caso do empresário Nelso Gabiatti – que na sexta-feira teve apenas metade do pedido atendido pela distribuidora. “Pedi dez mil litros, me mandaram cinco mil”, reclamou.
Segundo o empresário, a dificuldade de abastecimento vem acontecendo nos últimos meses, devido ao alto preço do álcool. “Quem tem carro flex, migrou do álcool para a gasolina. O problema é que as distribuidoras não estavam preparadas para este aumento na demanda”, diz ele.
Nos últimos dias, o empresário ainda conseguiu manter o estoque de gasolina, mas o combustível chegou a ficar em falta por dois dias, no mês passado. “O cliente não entende, acha que o posto está quebrando. Isto sem contar o prejuízo, porque aqui a venda é de 10 mil litros de gasolina por dia”, reclama.
Em outros postos de combustível pesquisados pelo Diário MS, a situação é oposta. Os dirigentes garantem que não há falta de combustível, apesar do aumento na demanda nos últimos meses. A gerente do posto Patrícia, Joice Micheli Benites, diz que o abastecimento está normal. “O cliente continua optando pela gasolina, mas até agora não houve falta de estoque”, garante. O gerente do posto Tambury, Jefferson Soares de Oliveira, também nega a ocorrência do problema. “O abastecimento está sendo feito normalmente”, afirmou.

CONSUMO

Dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo) apontam que em janeiro deste ano foram comercializados 36.732.000 litros de gasolina nos estabelecimentos de Mato Grosso do Sul, frente a um volume de 28.663.000 em janeiro do ano passado. Somente em dezembro do ano passado o volume comercializado foi maior, atingiu recorde de 41.208.000.
Esse aumento foi gradativo desde que começou o processo de encarecimento do álcool, em outubro. Em setembro o valor médio cobrado pelo litro combustível no Estado era de R$ 1,625, passou a R$ 1,74 em outubro e em fevereiro deste ano já estava em R$ 2,066, uma diferença para mais de 26%.
Como o álcool tem, ainda, rendimento menor que a gasolina, boa parte dos condutores voltaram a abastecer com gasolina, rompendo o processo de migração para o álcool, que nos últimos anos foi crescente.
Em janeiro deste ano os postos de Mato Grosso do Sul comercializaram 10.586.000 litros de álcool hidratado, o menor nível desde setembro de 2007. Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda no consumo é de 37%.
Da frota estadual, de 876.839 veículos, 13% são flex, movidos a álcool e gasolina; 5,7% são movidos apenas a álcool e 65% utilizam somente gasolina. (Com informações do Campo Grande News).

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