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Preço da soja terá aumento de até 30%, prevêem consultores

22 Ago 2006 - 17h57
Dependendo dos números da safra brasileira o preço da soja no mercado internacional poderá sofrer valorização até março de 2007, quando começa a colheita da oleaginosa nos principais Estados produtores, segundo previsão dos consultores econômicos. O sócio da MB Agro (empresa de consultoria em agronegócio), Alexandre Mendonça de Barros, por exemplo, que participou do ciclo de palestras Fundação MT em Campo - “É hora de plantar soja”, realizado ontem em Rondonópolis (MT), acredita que os preços poderão saltar de 8,33% a 30% no período.


Segundo ele, neste momento o grão está sendo vendido entre US$ 5 e US$ 6 por bushel (padrão de medida norte-americano que equivale 27,215 quilos), o que significa algo em torno de US$ 11 e US$ 13,2 por saca de 60 quilos. Dentro de mais sete meses o valor deve chegar a pelo menos US$ 6,5 por bushel, ou US$ 14,3 a saca.


Ele explica que a previsão de aumento é reflexo da valorização no preço do milho nos Estados Unidos, que deve fazer com que os sojicultores do país migrem para a lavoura do grão. “O excesso de oferta de soja verificado nos últimos três anos tende a diminuir a partir desta safra”, acredita, prevendo que a colheita da oleaginosa nos Estados Unidos começa a partir de setembro.


Associada à retração na produção mundial de soja, surge a demanda da oleaginosa para a fabricação de biocombustível, à base de óleo vegetal. É o caso, por exemplo, da ADM (Archer Daniels Maidland), que a partir do ano que vem começará a usar óleo de soja para produzir combustível vegetal a partir da usina que será construída no Mato Grosso.


Barros frisa que, apesar de as previsões indicarem melhora no cenário agrícola, o panorama econômico não deixa espaço para otimismo entre os agricultores. Os altos juros brasileiros associados à redução no Risco Brasil (índice que mede a confiança dos investidores em aplicar no País) atraem a entrada de dólares no mercado nacional, o que pressiona o câmbio.


O superávit da balança comercial, provocado pelo aumento nas exportações, também puxa a entrada da moeda norte-americana. “Nem mesmo o pacote cambial aprovado pelo governo federal no mês passado conseguirá elevar o câmbio”, diz. Em função disso, ele acredita que os agricultores precisam ter cautela ao plantar a safra 06/07.


Segundo Barros, o produtor rural terá que buscar a eficiência na lavoura. “Se até lá o câmbio subir, por exemplo, será um ganho a mais. Mesmo que isso seja difícil de acontecer”, destaca. Além disso, os preços internacionais terão aumento somente se houver redução na área plantada no Brasil. A diversificação de culturas também é vista como uma boa alternativa de sobrevivência na atividade agrícola.
 
 
 
 
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