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Preço da energia elétrica volta a subir

3 Nov 2006 - 14h52
Os preços de referência de energia elétrica no mercado atacadista voltaram a registrar forte alta esta semana, mesmo com o grande volume de chuvas registrado em outubro na região Sudeste. Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o MW/h nas regiões de Sudeste/Centro-Oeste, Sul e Norte subiu para R$ 94,81, com alta de 35,07% na semana. No Nordeste, a alta também foi expressiva, com valorização de 37,73% em relação ao patamar anterior. Mesmo assim, o Nordeste continua com os menores preços no mercado atacadista, com o MW/h cotado a R$ 33,29.

Os preços deste início de novembro são quase três vezes superiores aos registrados em igual período do ano passado, sinalizando a menor disponibilidade de água nos reservatórios das grandes hidrelétricas. No início de novembro de 2005, os preços no Sudeste e Norte estavam em R$ 32,72, na média. Nas regiões Sul o MW/h era cotado a R$ 18,33 e no Nordeste estava em R$ 18,58, praticamente o piso de preços fixado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Pelo acompanhamento do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) o patamar atual é confortável em termos de oferta de energia elétrica no horizonte de dois anos. Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste estão em torno de 40,70% da capacidade máxima de armazenamento, o que significa uma sobra de 21,70 pontos percentuais em relação à curva de aversão ao risco. No Sul os reservatórios estão no nível de 45,20% da capacidade de armazenamento (folga de 17,20 pontos percentuais) e de 52,26% no Nordeste (folga de 31,26 pontos). Como as chuvas aumentam nos meses de novembro/dezembro no Sudeste, Norte e Nordeste é provável que haja recuperação dos reservatórios nos próximos meses.

Pelos dados do ONS, as chuvas de outubro ficaram acima da média histórica na região Sudeste, onde se concentram cerca de dois terços da capacidade de armazenamento de energia no País. Mas o nível atual é inferior ao registrado em 2004 e 2005. A energia armazenada no Sudeste no final do mês passado somava 84.255 MW médios, cerca de 22% abaixo do observado no final de outubro de 2005 (108.017 MW médios) e 2004 (110.901 MW médios). Em 2003, porém, estava em 72.318 MW médios e em 2002 era de 69.407 MW médios. Nos períodos críticos do racionamento de energia elétrica, entre 2000 e 2001, porém, o volume era bem menor: 36.846 MW médios e 34.082 MW médios, respectivamente.

O total armazenado no País, incluindo os quatro sub-mercados, somava 123.214 MW médios no final de outubro, ante os 157.678 MW médios de outubro de 2005, dos 160.854 de 2004 e dos 98.456 MW médios de 2003. Esse patamar garante autonomia na oferta de energia elétrica nos próximos dois anos, mas em situação menos confortável do que o registrado nos últimos dois. Até porque houve aumento no consumo nesse período. Em 2004, por exemplo, o consumo médio estava em torno de 43.732 MW médios diários, subindo para 45.712 MW médios em 2004 e este ano a média está em 47.265 MW médios. Desta forma, o total armazenado em outubro de 2004 corresponde a 3,68 meses de consumo, caindo para 3,45 meses em outubro do ano passado e para 2,61 meses no final do mês passado.

 

Estadão

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