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Brasil

PPS expulsa vereadores por infidelidade em Glória de Dourados e Jateí

17 Abr 2011 - 16h31Por Conjuntura Online
Alegando infidelidade partidária, o PPS decidiu expulsar, no sábado (16), 22 membros da legenda em Mato Grosso do Sul. Entre os expulsos estão 20 vereadores (um deles de Campo Grande) e o prefeito da cidade de Rio Verde de Mato Grosso, Willian Douglas de Souza Brito. As expulsões foram definidas em reunião realizada, pela cúpula socialista regional, em Campo Grande. 
 
Na mesma reunião foi definida a destituição de 11 diretórios do PPS. Integram a lista os diretórios das cidades de Angélica, Aral Moreira, Eldorado, Glória de Dourados, Itaporã, Jaraguari, Jardim, Jateí, Pedro Gomes, Rio Verde de Mato Grosso e Santa Rita do Pardo. Por outro lado, a cúpula socialista regional reestruturou os diretórios de Campo Grande, Bataguassu, Dourados e Maracaju.
 
Segundo o presidente regional do PPS, vereador Athayde Nery, as expulsões levaram em conta pareceres da Comissão de Ética da legenda, formulados com base no que rege o capítulo das Resoluções Orgânicas Nacionais do PPS.
 
Nery destacou que a maioria dos expulsos praticou infidelidade partidária em 2010, quando ocorreram eleições para a Assembleia Legislativa, Câmara Federal, Senado e para os governos estadual e federal. O dirigente do PPS falou que os expulsos teriam tido envolvimento público e notório com candidatos de outros partidos, em detrimento de nomes da legenda ou apoiados por esta.
 
Nery lembrou que, para chegar ao processo que culminou com as expulsões, foi cumprido todo um rito previsto no estatuto do partido, quando foi dado aos “infiéis” todo o direito à defesa perante a comissão de ética da sigla. “O que adotamos foi um processo de resgate do respeito ao PPS, seus filiados e de toda a representação do partido”, destacou o dirigente socialista. Ele ressaltou que “não foi fácil tomar a decisão do sábado, mas que ela veio em favor da democracia”.
 
No sábado, também, o PPS fez três advertências públicas a integrantes da legenda, e arquivou dois processos contra partidários.
 
Os expulsos
 
Foram expulsos no sábado: Willian Douglas de Souza Brito, prefeito de Rio Verde de Mato Grosso, Mauro Fascincani, vice-prefeito de Angélica, e os vereadores Luciano Bragança (Angélica), Luiz Antonio Milhorança (Angélica), Wezer Lucarelli (Aquidauana), Randerson Lima (Bataguassu), Joaquim Martos de Moraes (Brasilândia), Mario César Fonseca (Campo Grande), Jose Anacleto da Silva (Eldorado), Agnaldo Santos (Eldorado), Cláudio Beraldi (Eldorado), Fausto José de Souza (Glória de Dourados), Gerson Carneiro Escobar (Itaporã), Pedro Henrique Tavares (Itaporã), Helio Tadeu Ruiz (Jardim), Sérgio Henrique Braga (Jardim), Rose Mônica Duck Ramos (Jateí), Francisco Alves Araújo (Jateí), Antonio Marcos Teodoro (Pedro Gomes), Willian Fontoura (Pedro Gomes), José de Freitas Neto (Rio Brilhante) e Flávio Roberto Alves Britto (Rio Verde).
 
PTB adota mesma política
 
As expulsões no PPS regional remontam processo idêntico iniciado recentemente pela cúpula estadual do PTB, mas que por enquanto ainda não terminou na degola de supostos infiéis da legenda. Neste grupo estariam 29 vereadores e os prefeitos de Maracaju, Celso Vargas, de Aral Moreira, Edson David, e de Selvíria, José Dodô da Rocha.
 
No mês passado, por conta de suposto mau desempenho do grupo nas eleições de 2010, em seu quintal político, em função do apoio dado por esses petebistas a candidatos de outros partidos, a direção estadual do PTB resolveu dar um ultimato a eles: ou  deixam voluntariamente a sigla, ou passarão por um desgastante e vexatório processo de expulsão.
 
Essa medida atenderia recomendação da cúpula nacional petebista, que teria ordenado, logo após as eleições de 2010, uma espécie de “faxina” nos diretórios da sigla de MS, com vistas a depurar o partido. A tarefa foi dada ao presidente estadual do PTB, Ivan Louzada.
 
A primeira missão do dirigente foi iniciar um processo de destituição dos diretórios municipais, elegendo comissões provisórias para comandar a sigla nas cidades. Louzada recentemente avaliou a medida como uma tática para “passar o PTB a limpo” e, ao mesmo tempo, “reconstruir o verdadeiro trabalhismo no Estado”. 
 
O dirigente petebista explicou que o partido precisa revigorar e renovar seus quadros, incluindo, entre os filiados, “pessoas dispostas a trabalhar pelo crescimento da sigla”, atualmente, segundo sua análise, a oitava maior força política do Estado. Hoje, o PTB conta com cerca de sete mil filiados em MS.

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