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Brasil

Poupança capta mais e aumenta disputa com fundos

11 Dez 2006 - 13h12
O recebimento da primeira parcela do 13º salário fez o investimento na caderneta de poupança subir significativamente em novembro, atingindo R$ 2,64 bilhões. O volume é o maior desde os R$ 4,4 bilhões registrados em dezembro do ano passado. Com a captação, o patrimônio total dos depósitos em poupança subiu para R$ 175,7 bilhões.

E a caderneta tem tudo para bater novo recorde de captação este ano, na esteira do crescimento dos empregos formais e da rentabilidade da poupança quando comparara aos tradicionais fundos de renda fixa e referenciados DI. A queda da taxa básica de juros no Brasil, a Selic, já leva o rendimento de alguns fundos de investimentos de curto prazo, de renda fixa, referenciados DI e CDB-DI até a dar menos rendimento que a caderneta de poupança. 
 
Fazendo uma simulação, se o retorno dos fundos cair para 12,4% em média no próximo ano, conforme a previsão dos economistas para a Selic, e o ganho médio da caderneta cair para 0,6% ao mês, os fundos com taxas de administração altas, acima de 3% ao ano, renderão menos do que a poupança, que oferece retorno da Taxa Referencial (TR) mais 0,5% ao mês. Isso ocorrerá principalmente nos fundos e CDBs para pequenas quantias aplicadas, de até R$ 5 mil, que possuem taxa de administração elevada. Se a taxa for de 4% ao ano, por exemplo, após o imposto de renda, supondo uma alíquota de 20%, a poupança será mais rentável no período. Nesse caso, mesmo com a tributação mínima de 15%, para recursos que permanecerem aplicados por mais de 720 dias, os fundos renderão menos.
 
No terceiro trimestre, os fundos de renda fixa de curto prazo, com aplicação mínima de até R$ 5 mil, renderam, em média, 2,65%. Já a poupança teve retorno de 2,07%. Se o investidor resolvesse sacar o dinheiro em até seis meses, pagando a alíquota máxima do imposto de renda de 22,5%, o ganho desses fundos cairia para 2,05%, portanto, abaixo da poupança. Com esse novo cenário, a taxa de administração do fundo e o imposto de renda a pagar ganham ainda mais relevância na hora de decidir onde investir e precisam ser observados com atenção. Quanto menor o prazo que os recursos permanecerem aplicados, maior a alíquota de IR no fundo. Ela começa em 22,5% e cai 2,5 ponto porcentual a cada seis meses, até o mínimo de 15% nos fundos de longo prazo. 

Break even - O rendimento do fundo depende, além da taxa básica, também da taxa de administração. Quanto maior a cobrança, que normalmente varia de zero a 5% ao ano, menor a diferença entre o fundo e a poupança. Por isso, o ideal é optar por fundos com taxa de administração de até 1% ao ano ou um retorno de 93% do CDI no CDB.

Se a Selic continuar caindo e supondo uma taxa de administração de 1% ao ano, quando o juro básico chegar a cerca de 10% ao ano, ou seja, 3,25 pontos porcentuais abaixo do patamar atual, esses fundos deverão igualar o retorno ao da poupança, se o imposto pago for de 20%. Se os recursos estiverem em fundos de longo prazo, o imposto pode chegar a 15% do mínimo, adiando um pouco o tempo para essa equalização.

 

 

Invertia



 Por essa razão cresce a pressão dos bancos e associações ligadas ao setor para uma alteração do cálculo da TR. A alteração visaria reduzir a atratividade da caderneta para evitar uma concorrência maior com os fundos e até o desestímulo ao crédito imobiliário. Hoje, a poupança paga um rendimento fixo de 0,5 ponto porcentual ao mês (mais TR, hoje em 2% ao ano), o que já garante um retorno de 6,17% no ano. Colocando o imposto sobre esse retorno, a taxa de administração e supondo uma TR mínima, chega-se nesse patamar de cerca de 10% para a igualdade. 
 
Porém, no momento, ainda é melhor optar pelos fundos DI, renda fixa e CDB-DI, mas é preciso ficar atento e se preparar para os novos tempos que poderão surgir no âmbito das aplicações financeiras brasileiras.

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