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Ponta Porã comemora 94 anos nesta terça-feira

18 Jul 2006 - 08h12
Em quase um século de emancipação político-administrativa, Ponta Porã é um município rico em História. Seu território já foi palco de momentos importantes da História sulamericana. Ponta Porã também gerou e conheceu de perto protagonistas destes momentos que ganham hoje um espaço considerável nos livros de História.
A maior quantidade dos momentos mais marcantes se concentrou na segunda metade do século XX.No entanto, é importante ressaltar a participação de personagens famosos da História local em movimento como a Revolução Constitucionalista de 1932 e, quase 10 anos antes, com a passagem da Coluna Prestes pelo território fronteiriço.
Obras como do jornalista e escritor Domingos Meirelles, mencionam a passagem da coluna pela fronteira, relatando episódios como o abandono do 11º Regimento por parte de seu contingente diante da superioridade numérica dos rebeldes contrários às práticas espúrias da República Velha. Ou a confusão num bordel de Pedro Juan Caballero, durante um “Yeroqui”, o que antecipou a saída da Coluna em direção à região da Cabeceira do Apa, confrontando-se lá com o efetivo comandado por Bertoldo Klinger.
A primeira metade do século passado foi marcada com a criação do Território Federal de Ponta Porã. Sua criação foi feita através de Getulio Vargas em 1942 e a extinção foi decretada pela Constituição federal de 1946, preparada para que Eurico Gaspar Dutra _ ex-comandante do 11º Regimento de Cavalaria _ pudesse governar sob a égide da democracia após o sombrio período do Estado Novo. O maior vestígio deste período áureo da política pontaporanense é o prédio conhecido como “Castelinho”, abandonado e em ruínas. A última notícia que se tem da sua restauração é que a verba para a criação de um arquivo e museu histórico no local foi “contingenciada” pelo governo estadual parar o pagamento do 13º salário dos servidores públicos no ano passado. Cerca de R$ 1 milhão.
Voltando à Ponta Porã do passado, com grande representatividade, vários outros nomes podem figurar no rol de protagonistas de momentos decisivos da história política deste país. Porém, as instituições também merecem destaque. O 11º Regimento de Cavalaria, hoje Mecanizado, foi uma das primeiras instituições sólidas que contribuíram para o desenvolvimento de Ponta Porã. Até hoje ocupa um lugar de destaque. Um dado importante pode ser conferido na Associação Comercial. O Exército é hoje uma importante fonte econômica que movimenta a economia local, injetando mais de R$ 1milhão todos os meses apenas com sua folha de pagamento.
Entre os momentos memoráveis da ativa participação do “Onze” nos acontecimentos de grande significado histórico e de repercussão internacional, pode ser destacada participação do efetivo de Ponta Porã na 2ª Guerra Mundial. Hoje, cerca de cinco ex-combatentes ainda convivem na cidade, esbanjando conhecimentos históricos.
Merece destaque a contribuição do Exército no combate às atividades comerciais ilícitas _ contrabando e descaminho _ comuns em áreas de fronteira. Durante décadas era o efetivo do 11º Regimento que efetuava a fiscalização das rodovias na tentativa de impedir a prática criminosa que, de uma forma ou de outra, contribuiu significativamente para o desenvolvimento da economia local. Até hoje é assim, nos dois lados da fronteira, apesar da modernização dos aparelhos repressivos criados pelo Estado brasileiro.
Abordando o aspecto econômico, é fundamental analisar a importância da estrada de Ferro Noroeste do Brasil. Sua implantação em Ponta Porã, ocorrida em abril de 1953, mudou, na época, o perfil econômico e social da fronteira com o Paraguai. O escoamento da produção local e o abastecimento da população mudou de lado. Antes, a fronteira vivia em função do comércio voltado para o Oeste, mais exatamente com o Porto de Concepción, no Paraguai. “A partir da instalação do trecho ligando Ponta Porã a Campo Grande, a Noroeste, promoveu a integração desta região com o restante do Brasil”, diz o professor doutor Paulo Cimó, da Universidade Federal da Grande Dourados, uma das maiores autoridades no assunto Ferrovia Noroeste do Brasil. Ele já publicou várias obras sobre a Noroeste que foi tema de Mestrado e Doutorado, sendo que a dissertação e a tese, respectivamente, tornaram-se clássicos da História Regional.
Hoje, a restauração da Estação Ferroviária, um projeto desenvolvido pela empresa Novoeste, serve de alento para uma parcela significativa da população local que sempre considerou a ferrovia um dos mais importantes fatores de desenvolvimento da região.
Nos anos 70, a Fazenda Itamarati projetou o nome de Ponta Porã mundialmente. Seus 50 mil hectares de soja se transformaram na maior área plantada contínua do planeta. O que foi modelo de unidade produtiva moderna, altamente mecanizada com implementos de última geração, entrou em decadência a partir da década de 1980 e, na década seguinte, por diversos fatores, deixou de ser o exemplo de uma propriedade rural bem sucedida.
Hoje a área da Itamarati foi dividida em centenas de lotes num dos mais ousados projetos de reforma agrária do Ocidente. Os assentamentos Itamarati I e II, reúnem cerca de 3 mil famílias de ex-sem-terra, vindos de diversos lugares do Brasil e do Paraguai.
Aos poucos vãos se transformando em unidades de produção diversificada que, num médio espaço de tempo, poderão contribuir decisivamente para a mudança do perfil das atividades agropecuárias no município.
 
 
 
Diário MS

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