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Polícia entra em confronto com índios em Sidrolândia

21 Out 2009 - 08h28Por Diário MS
O clima voltou a ficar tenso ontem nas áreas ocupadas por índios terenas na região de Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti. Policiais militares acabaram entrando em confronto com o grupo de indígenas da aldeia Buriti. O enfrentamento teria ocorrido na Fazenda 3R, que é uma das propriedades ocupadas desde sábado pelos índios terenas no município.
As fazendas e 3R e Cambará chegaram a ser desocupadas pelos terenas na noite de segunda-feira, após o acordo firmado pelas lideranças das aldeias Córrego do Meio e Lagoinha com a Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul).
No entanto, as duas propriedades voltaram a ser invadidas na manhã de ontem por índios da aldeia Buriti, que já ocupavam a fazenda Querência e não compactuaram com o acordo firmado pelos líderes das outras duas aldeias com os produtores rurais.
De acordo com o administrador regional da Funai João da Silva, o enfrentamento teve início após a entrada de um grupo de policiais militares na fazenda 3R. Os índios teriam reagido e os policiais acabaram atirando bombas de efeito moral e balas de borracha contra os terenas.
Já a polícia tem outra versão para o caso. Conforme o secretário estadual de Segurança Pública, Wantuir Brasil Jacini, os militares entraram no local porque teriam sido avisados que uma família de índios, contrária aos manifestantes, era mantida refém na propriedade. No momento em que deixavam a fazenda, os policiais teriam sido cercados por um grupo de 40 índios. Segundo Jacini, os terenas teriam exigido que os policiais entregassem viaturas e as armas, fato que teria causado a reação por parte dos PM’s. Um índio acabou ferido no confronto. Ele foi atendido ao hospital Cristo Rei, em Dois Irmãos do Buriti, com ferimentos leves e não corre risco de morte.
Segundo João da Silva, o clima entre os índios é tenso. Equipes da PM e da Polícia Federal acompanham do lado de fora a movimentação dos terenas na fazenda 3R, de propriedade do ex-secretário estadual de Fazenda e candidato ao governo do Estado em 1998, Ricardo Bacha.
O confronto acabou colocando em alerta a cúpula da segurança pública de Mato Grosso do Sul. Jacini, o chefe da Polícia Militar David dos Santos e representantes do MPF (Ministério Público Federal) e MPE (Ministério Público Estadual) e Funai estiveram reunidos ontem por pelo menos cinco horas na sede da Superintendência da PF, em Campo Grande, em busca de alternativas que possam garantir a segurança nas fazendas ocupadas pelos índios.
No final da tarde de ontem, o delegado da PF, Alcidio Souza Araújo, e o ex-administrador da Funai, Jorge das Neves, seguiram de helicóptero até Sidrolândia para negociar a desocupação de três fazendas na região. No entanto, até o início da noite ainda não havia informações sobre o resultado das negociações com os terenas.
Os três imóveis rurais ocupados pelos índios são vizinhos e estão em uma área de 17,2 mil hectares reivindicada pelos terenas há pelo menos 20 anos, período marcado por sucessivos conflitos entre índios e fazendeiros. A região é chamada pelos índios de Aldeia Buriti e corresponde a 14 fazendas.
A área em Sidrolândia chegou a ser demarcada pela Funai em 1999. No entanto, os produtores rurais atingidos pela medida acionaram a Justiça e conseguiram o embargo demarcatório. O processo está parado no TRF.  Em 1998, por causa da iminência de confronto direto entre produtores e índios, o juiz federal Odilon de Oliveira chegou a fazer uma reunião na sede da fazenda de Ricardo Bacha, com a presença de policiais federais e políticos.

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