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Plano de rebelião na PHAC mira população com onda de crimes, diz OAB

OAB alerta para uma organização de facções criminosas que visa causar “terror” na população

11 Set 2013 - 07h27Por Dourados Agora

Um plano de rebelião em massa no Presídio de Segurança Máxima de Dourados Harry Amorin Costa (Phac) teria como alvo a população. A denúncia foi feita por detentos às comissões de Direitos Humanos e dos Advogados criminalistas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Dourados.

De acordo com informações de dentro do presídio, já existe uma organização, inclusive com ordens de facções criminosas em outros estados, destinada a detonar uma onda de crimes em série e violentos, como latrocínios e roubos. A medida, que segundo as comissões da OAB, pode ser aplicada a qualquer momento é uma forma de retaliação às autoridades pela superlotação e “maus tratos” denunciados pelos detentos. Com estrutura precária e falta de agentes, a Phac é considerada um ‘barril de pólvora’ pronto para estourar a qualquer momento.

A afirmação é dos advogados Isaac de Barros Júnior e Marcio Fortini, presidentes das comissões dos Advogados Criminalistas e de Direitos Humanos da OAB, respectivamente.

Segundo eles, se nada for feito pelas autoridades, a cidade de Dourados poderá registrar um “colapso sangrento” que vai ocorrer dentro e fora dos presídios. “O clima é tenso e ameaças de mortes são constantes. Muitos presos que não compactuam com o plano estão com medo de pagar com a vida. O mesmo poderá acontecer com agentes, que estão em número muito aquém do que é recomendado para garantir a segurança no local”, destaca.

TELEFONIA

De acordo com Isaac, presos de altíssima periculosidade estão com acesso fácil ao “mundo externo” e articulando o plano de rebelião através de telefones celulares em perfeito funcionamento e que chegam facilmente às mãos dos internos.

Prova disso, é que mais de 50 aparelhos teriam sido apreendidos por agentes em um único dia de pente fino na Phac. “É preciso mais rigor nas vistorias que devem acontecer a todos os profissionais que entram nos presídios, sem exceção. Hoje temos muitos que vão muitas vezes durante o dia ao presídio. Devem ser revistados porque se quiserem levar peças de armamento ou celular, conseguem num dia montar o equipamento ao detento”, destaca.

Déficit

Em Dourados são cerca de 15 agentes por plantão para cuidar de uma população carcerária de 1,8 mil, quando a capacidade da Phac é de 700 presos. Três policiais militares fazem revezamentos na muralha da Phac. Isaac diz que o presidente da OAB em Dourados, Felipe Azuma, vem encaminhando alertas para as autoridades competentes. Ele anuncia ainda que o MPF já se manifestou recomendando ao estado que aumente as vagas nos presídios.
O Estado de MS diz que vem atuando para garantir, até 2014, mais de 2 mil novas vagas em presídios além de realizar concurso público para aumentar o efetivo de agentes penitenciários.

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