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PF diz que delegado de MT comprava armas em MS

29 Ago 2006 - 14h21

O delegado Waldeck Duarte Júnior, 45 anos, da Polícia Civil de Mato Grosso e que foi preso no dia 25 em Cuiabá (MT) sob a acusação de tráfico internacional de armas, aparece em investigações da Polícia Federal de Mato Grosso do Sul como comprador de armas contrabandeadas, de uso restrito das Forças Armadas, para abastecimento de organizações criminosas nos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo.

Além do delegado foram presos pela PF Alberto Dorneles Rodrigues, dono da Loja Comando, Nadin Raymond El Haje, proprietário da Loja Monte Líbano, e dois funcionários das respectivas lojas, ambas em Pedro Juan Caballero, na fronteira do Paraguai com o Brasil, na região de Ponta Porã (MS), onde foi apreendido um arsenal estimado em R$ 1 milhão e que tinha, entre outras armas, 20 pistolas, fuzis, metralhadoras antiaéreas, silenciadores e centenas de caixas de munição.

O delegado federal Eduardo Rogério Rodrigues dos Santos, da PF de Mato Grosso, que cumpriu o mandado de busca, apreensão e prisão emitidos pela 1ª Vara da Justiça Federal de Ponta Porã (MS), confirmou que na investigação Waldeck aparece como "comprador" de armas contrabandeadas. O delegado mato-grossense foi preso em flagrante na casa dele, no Jardim Itália, em Cuiabá, na sexta-feira passada.

No local, a equipe da PF encontrou armas de fogo de uso permitido, mas irregulares, e outras de uso restrito, e munição. No total, a apreensão da PF resultou em 25 itens, sendo a maior parte deles de munição de uso restrito. O delegado Eduardo Rogério conclui relatório da prisão em 10 dias e encaminha para Mato Grosso do Sul.

O corregedor-geral da Polícia Civil de Mato Grosso, delegado Paulo Vilela, instaurou processo administrativo disciplinar para apurar o caso. Ele tem 60 dias para concluir o processo, que pode resultar na expulsão do delegado. Atualmente na Delegacia Metropolitana, Waldeck tem 18 anos de serviços prestados.

O advogado do delegado, Ricardo Monteiro, voltou a dizer que a suposta ligação de Waldeck com o contrabando de armas é um equívoco. O delegado foi solto na tarde de sábado e, segundo Monteiro, caso tivesse envolvimento com o crime, a PF poderia tê-lo indiciado e pedido a prisão temporária ou preventiva dele, o que não ocorreu.

Waldeck também poderia estar indiciado, mas foi ouvido apenas em termos de declarações. Em sua defesa, o delegado alega ser um atirador desportivo e presidente do Clube de Tiro do Pantanal. Ele diz ainda que tanta munição seria em virtude dele ser instrutor da Academia de Polícia de Mato Grosso, na disciplina de Armamento e Tiro.

 

 

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