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Brasil

PF anuncia prisão de diretores de frigorífico por sonegação

1 Dez 2004 - 16h38

Mega-operação da Polícia Federal deflagrada hoje em Mato Grosso do Sul e mais sete Estados apura indícios de sonegação fiscal pelos frigoríficos do grupo Margen, o segundo maior do País. Onze pessoas foram presas até o momento, entre elas diretores do grupo, e 63 mandados de busca e apreensão foram executados.

A investigação começou há oito meses após a PF receber denúncia anônima informando que um grande grupo econômico estaria sonegando impostos. Em entrevista coletiva na manhã de hoje o delegado regional executivo da PF, Luis Adaberto Philippfen, e o chefe da delegacia de combate ao crime organizado, José Renan Rocha Ribeiro, informaram que a partir da denúncia a polícia iniciou investigação interna. Em seguida, as equipes partiram para as investigações externas, envolvendo oito Estados, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Rondônia, Acre, Tocantins, São Paulo e Paraná.

Hoje pela manhã, às 6 horas, a PF deflagrou a Operação Perseu para executar 63 mandatos de busca e apreensão e cumprir 13 mandados de prisão. Conforme a PF, 11 pessoas já foram presas até momento e todos os mandados de busca e apreensão executados. Por meio dos mandados, foram apreendidos dinheiro, dólares e jóias no valor aproximado de R$ 40 mil, além de documentos fiscais.

A PF ainda não levantou o montante sonegado pelo grupo. Há informações de que o faturamento bruto da empresa é de R$ 2,3 bilhões e que o montante para exportação gira em torno de US$ 100 milhões de dólares em 2004. O Grupo Margen tem dívidas de R$ 145 milhões com a Receita Federal e a Previdência Social.

Os delegados da Polícia Federal revelaram que há indícios de que o grupo é uma organização criminosa que pratica sonegação em larga escala. Os 11 presos serão enquadrados nos crimes de formação de quadrilha, sonegação fiscal, sonegação de contribuições previdenciárias e lavagem de ativos. Somadas as penas ultrapassam mais de 20 anos de reclusão. Entre os indícios apurados pela PF estão o financiamento e a participação de servidores públicos no esquema. Um auditor fiscal da ativa do Estado de São Paulo está preso.

Segundo a PF, o frigorífico Margen está registrado em propriedade de dois sócios, uma pessoa jurídica, a Eldorado Empreendimentos, e uma pessoa física, Jelicoe Pedro Ferreira. Porém, a polícia apurou que o frigorífico pertence aos empresários Mauro Suaidbn, Nei Agilson Padilha e Geraldo Prearo, todos eles de Rio Verde de Goiás.

O grupo Margen possui 21 unidades em todo País, sendo cinco delas em Mato Grosso do Sul, uma em Paranaíba, uma em Três Lagoas, uma em Naviraí, uma em Bataiporã e o último em Coxim.

 

 

Mídia Max

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